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terça-feira, 30 de julho de 2013

Possessão , doença mental ou destruição pensada da civilização ?

Mais uma da Marcha das Vadias :

 


Em minha opinião há do ponto de vista psiquiátrico visiveis sinais de que tais indivíduos são portadores de desvios sexuais graves , do ponto de vista psicanalítico é evidente que não possuem um superego que deve ter se desfeito a medida que foram sendo doutrinados pela ideologia de gênero , do ponto de vista psicológico exprimem uma incapacidade de empatia , uma ausência de senso social e talvez a presença de graves neuroses.Do ponto de vista da teologia esses indívíduos fortemente desordenados em sua natureza humana são decerto vítimas de possessão ou de infestação diabólica.

Do ponto de vista civilizacional a marcha das vadias corresponde sem tirar nem por a 4 revolução bem explicada por Plínio Correa de Oliveira :

"IV Revolução e tribalismo: uma eventualidade
 
- Como? - É impossível não perguntar se a sociedade tribal sonhada pelas atuais correntes estruturalistas dá uma resposta a esta indagação. O estruturalismo vê na vida tribal uma síntese ilusória entre o auge da liberdade individual e do coletivismo consentido, na qual este último acaba por devorar a liberdade. Segundo tal coletivismo, os vários “eus” ou as pessoas individuais, com sua inteligência, sua vontade e sua sensibilidade, e conseqüentemente seus modos de ser, característicos e conflitantes, se fundem e se dissolvem na personalidade coletiva da tribo geradora de um pensar, de um querer, de um estilo de ser densamente comuns.

Bem entendido, o caminho rumo a este estado de coisas tribal tem de passar pela extinção dos velhos padrões de reflexão, volição e sensibilidade individuais, gradualmente substituídos por modos de pensamento, deliberação e sensibilidade cada vez mais coletivos. É, portanto, neste campo que principalmente a transformação se deve dar.

- De que forma? - Nas tribos, a coesão entre os membros é assegurada sobretudo por um comum pensar e sentir, do qual decorrem hábitos comuns e um comum querer. Nelas, a razão individual fica circunscrita a quase nada, isto é, aos primeiros e mais elementares movimentos que seu estado atrofiado lhe consente. “Pensamento selvagem” [1], pensamento que não pensa e se volta apenas para o concreto. Tal é o preço da fusão coletivista tribal. Ao pajé incumbe manter, num plano místico, esta vida psíquica coletiva, por meio de cultos totêmicos carregados de “mensagens” confusas, mas “ricas” dos fogos fátuos ou até mesmo das fulgurações provenientes dos misteriosos mundos da transpsicologia ou da parapsicologia. É pela aquisição dessas “riquezas” que o homem compensaria a atrofia da razão.
[1] Cfr. Claude Lévy-Strauss, La pensée sauvage, Plon, Paris, 1969.
Da razão, sim, outrora hipertrofiada pelo livre exame, pelo cartesianismo, etc., divinizada pela Revolução Francesa, utilizada até o mais exacerbado abuso em toda escola de pensamento comunista, e agora, por fim, atrofiada e feita escrava a serviço do totemismo transpsicológico e parapsicológico...

A. IV Revolução e o preternatural

“Omnes dii gentium dæmonia”, diz a Escritura [2]. Nesta perspectiva estruturalista, em que a magia é apresentada como forma de conhecimento, até que ponto é dado ao católico divisar as fulgurações enganosas, o cântico a um tempo sinistro e atraente, emoliente e delirante, ateu e fetichisticamente crédulo com que, do fundo dos abismos em que eternamente jaz, o príncipe das trevas atrai os homens que negaram Jesus Cristo e sua Igreja?
[2] “Todos os deuses dos pagãos são demônios” - Sl. 95, 5.
É uma pergunta sobre a qual podem e devem discutir os teólogos. Digo os teólogos verdadeiros, ou seja, os poucos que ainda crêem na existência do demônio e do inferno. Especialmente os poucos, dentre esses poucos, que têm a coragem de enfrentar os escárnios e as perseguições publicitárias, e de falar.

B. Estruturalismo - Tendências pré-tribais

Seja como for, na medida em que se veja no movimento estruturalista uma figura - mais exata ou menos, mas em todo caso precursora - da IV Revolução, determinados fenômenos afins com ele, que se generalizaram nos últimos dez ou vinte anos devem ser vistos, por sua vez, como preparatórios e propulsores do próprio ímpeto estruturalista.

Assim, a derrocada das tradições indumentárias do Ocidente, corroídas cada vez mais pelo nudismo, tende obviamente para o aparecimento ou consolidação de hábitos nos quais se tolerará, quando muito, a cintura de penas de ave de certas tribos, alternada, onde o frio o exija, com coberturas mais ou menos à maneira das usadas pelos lapões.

O desaparecimento rápido das fórmulas de cortesia só pode ter como ponto final a simplicidade absoluta (para empregar só esse qualificativo) do trato tribal.

A crescente ojeriza a tudo quanto é raciocinado, estruturado e metodizado só pode conduzir, em seus últimos paroxismos, à perpétua e fantasiosa vagabundagem da vida das selvas, alternada, também ela, com o desempenho instintivo e quase mecânico de algumas atividades absolutamente indispensáveis à vida.

A aversão ao esforço intelectual, notadamente à abstração, à teorização, ao pensamento doutrinário, só pode induzir, em última análise, a uma hipertrofia dos sentidos e da imaginação, a essa “civilização da imagem” para a qual Paulo VI julgou dever advertir a humanidade [3].
[3] “Nós sabemos bem que o homem moderno, saturado de discursos, se demonstra muitas vezes cansado de ouvir e, pior ainda, como que imunizado contra a palavra. Conhecemos também as opiniões de numerosos psicólogos e sociólogos, que afirmam ter o homem moderno ultrapassado já a civilização da palavra, que se tornou praticamente ineficaz e inútil; e estar a viver, hoje em dia, na civilização da imagem” (cfr. Exortação apostólica “Evangelii Nuntiandi”, 8/12/1975, Documentos Pontifícios, nº 188, Vozes, Petrópolis, 1984, 6ª ed., p. 30).
São sintomáticos também os idílicos elogios, sempre mais freqüentes, a um tipo de “revolução cultural” geradora de uma futura sociedade pós-industrial, ainda incompletamente esboçada, e da qual o comunismo chinês seria - conforme por vezes é apresentado - um primeiro espécimen.
C. Despretensioso contributo
Bem sabemos quanto são passíveis de objeções, em muitos de seus aspectos, os quadros panorâmicos, por sua natureza vastos e sumários como este.
Necessariamente abreviado pelas delimitações de espaço do presente capítulo, este quadro oferece seu despretensioso contributo para as elucubrações dos espíritos dotados daquela ousada e peculiar finura de observação e de análise que, em todas as épocas, proporciona a alguns homens prever o dia de amanhã.

D. A oposição dos banais

Os outros farão, a esse propósito, o que em todas as épocas fizeram os espíritos banais e sem ousadia. Sorrirão e tacharão de impossíveis tais transformações, porque são de molde a alterar seus hábitos mentais. Porque elas aberram do bom senso, e aos homens banais o bom senso parece a única via normal do acontecer histórico. Sorrirão incrédulos e otimistas ante essas perspectivas, como Leão X sorriu a propósito da trivial “querela de frades”, que foi só o que conseguiu discernir na I Revolução nascente. Ou como o feneloniano Luís XVI sorriu ante as primeiras efervescências da II Revolução, as quais se lhe apresentavam em esplêndidos salões palacianos, embaladas por vezes ao som argênteo do cravo. Ou então luzindo discretamente nos ambientes e nas cenas bucólicas à maneira do “Hameau” de sua esposa. Como sorriem, ainda hoje, otimistas, céticos, ante os manejos do risonho comunismo pós-staliniano, ou as convulsões que prenunciam a IV Revolução, muitos representantes altos, e até dos mais altos, da Igreja e da sociedade temporal no Ocidente.

Se algum dia a III ou a IV Revolução tomar conta da vida temporal da humanidade, acolitada na esfera espiritual pelo progressismo ecumênico, devê-lo-ão mais à incúria e colaboração destes risonhos e otimistas profetas do “bom senso”, do que a toda a sanha das hostes e dos serviços de propaganda revolucionário"

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Um catolicismo pacifista ?

Manifestante no RJ expressando sua visão sobre a sexualidade de Cristo durante a JMJ
Blaise Pascal define bem o que é ser cristão : não é estar em estado de perpétua euforia mas se recrear na morte de cruz : Jesus não celebrou festas  nem dançou para realizar sua missão divina.Se festa resolvesse os milhares de soldados dançantes da JMJ teriam ao menos evitado que imagens sacras fossem profanadas e a fé esculhambada.No entanto eles só queriam dançar , se divertir enquanto a figura de Maria e da cruz de onde veio nossa salvação eram escarnecidas.Desde já eu só espero o juízo final.Não adianta ter número sem qualidade.E não me venham com "não é bem isso , exageras , és muito duro".Eu tenho o sagrado direito de em minha consciencia católica repudiar a covardia católica.A vida na terra é luta : há lutas a lutar desde agora e onde estarão os soldados ? Esquecidos de lutar por falta de generais que os comandem.Por que quando os genarais adotam o pacifismo como método os seus soldados não irão ao campo de batalha.

Desde 50 anos é assim : os católicos desde então foram chamados a não lutar mas a DIALOGAR.

Tratava-se de benevolência universal, de tolerância e liberdade, de valores humanos. O sobrenatural FICOU EM SEGUNDO PLANO. Defendia-se o pacifismo, uma recusa de qualquer combate, mesmo aos vícios.

O fruto disso é que durante uma JMJ que reuniu 3, 5 milhões de "católicos" apenas algumas dezenas de membros da marcha das vadias  possa ter quebrado imagens sacras livremente , profanar o nome da Santa Virgem Maria , da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo , etc, sem terem sequer sido incomodados por vaias ou mesmo uma tentativa de paralisar o ato blasfemo.

Hoje mesmo houve quem dissesse que alguns padres nas missas pediram o desagravo destes atos atráves de rezas. O que mostra o grau de alienação dos católicos do Brasil.ATOS DE DESAGRAVO ? ESTAMOS EM PLENA GUERRA CIVILIZACIONAL E VAMOS SÓ FICAR REZANDO ? É ISSO QUE ELES QUEREM : FIQUEM DENTRO DAS IGREJAS REZANDO ENQUANTO A GENTE AQUI FORA TOCA FOGO E QUEIMA IMAGENS .É ISSO QUE AS FORÇAS LAICISTAS , LIBERAIS , MARXISTAS , NIILISTAS , ANARQUISTAS, QUEREM : UMA IGREJA CALADA QUE SÓ FALE NOS TEMPLOS.ENQUANTO ISSO ELES FICAM A RUA , OS JORNAIS , AS ESCOLAS , E NÓS SEM ESTRÁTEGIA DE OCUPAÇÃO DE ESPAÇOS.

O pacto de paz triplo bem descrito por Mons. Lefebvre deixa bem claro esse espírito pacifista que domina hoje os ambientes eclesiais:

Falta apenas fazer um pacto com as vadias! Pela falta de reação parece que ele já foi feito !!

domingo, 28 de julho de 2013

JMJ X São João da Cruz e Pascal

Bispos , sucessores dos apóstolos , dancando o flash mob durante a JMJ RJ 2013.Imaginem São pedro ou São Paulo dançando um hip hop ou um trance , ou dance ! Conseguiram ? Eu não !
O Papa pediu para não diluir a fé.É o que eu espero.Pórem quando vejo toda essa euforia de estilo profano na JMJ RJ 2013 que se encerrou fica difícil crer que o que ele disse vá ser seguido.Quando vemos bispos dançando flash mob e samba no Glória da missa de encerramento de um evento católico( me parece que o Papa não ficou satisfeito pois permaneceu de cabeça baixa o tempo inteiro durante a ridícula execução capitaneada por Fábio de Melo ) só resta mesmo esperar a volta de Cristo.

Diante disso cabe lembrar as sábias palavras de São João da Cruz em a "Subida do Monte Carmelo", livro II , pág 117 sobre o que é ser espiritual :

"Cristo é o caminho e que para segui-lo é preciso morrer a própria natureza tanto nas coisas sensíveis como nas espirituais...Nosso Senhor morreu a tudo quanto era sensível , espiritualmente em sua vida e naturalmente em sua morte.Compreenda agora o bom espiritual o mistério dessa porta e caminho para unir-se a Deus.Isto não consiste pois em recreações , gozos , nem sentimentos espirituais e sim numa viva morte de cruz para o sentido e para o espírito no interior e no exterior"

Vejamos ainda o que nos diz São João da Cruz doutor da Igreja sobre o perigo dos afetos na vida espiritual  : "Jesus Cristo é pouco conhecido mesmo pelos que se dizem seus amigos.Pois a estes vemos procurar nele seus gostos e consolações amando a si próprios e não os aniquilamentos e amarguras da cruz por amor de Cristo."-Subida do Monte Carmelo , p.120.

O doutor da Cruz ainda sobre os afetos nos lembra que :

"Criam preferencias desfigurando a realidade" ( 1s , 5, 5).

"Diminuem a capacidade para Deus " (1s , 6, 1) .

"Esvaziam o espírito"( 1 s , 11, 1-5)

"Apartam da justiça e virtudes" (3s 19, 6)

"Sem elas a alma fica livre e clara para amar racional e espiritualmente"( 3s , 23, 1)

O doutor da Cruz ainda faz severas advertências sobre o tom sentimental e sensorial  - que é o norte dos eventos da JMJ - na vida de fé :

"O verdadeiro espírito se inclina a secura e aflições sabendo que isto é seguir a Cristo" (2s ,7, 5)

"O sentido corporal   não há de se fazer juiz e estimador das coisas espirituais; tão ignorante é o sentido corporal das coisas espirituais e ainda mais como um jumento das coisas racionais" (2 s ,11, 2)

"A virtude não está em apreensões e sentimentos de Deus" ( 3s , 9, 3)

"A união não consiste em recreações e , gostos e sentimentos espirituais" (2s , 7, 11 )

Em suma Blaise Pascal define bem o que é ser cristão : não é estar em estado de perpétua euforia mas se recrear na morte de cruz :

 " Jesus Cristo não fez outra coisa senão comunicar aos homens que eles amavam a si mesmos , que eram escravos , cegos , doentes , infelizes e pecadores ; que era preciso que ele os curasse , libertasse , esclarecesse , beatifica-se e curasse ; que para isso eles deveriam odiar-se a si mesmos e sgui-lo na miséria e na morte na cruz"-Pensamentos de Pascal n º 545.

Ou seja Jesus não celebrou festas  nem dançou para realizar sua missão divina.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ecumenismo e diálogo interreligioso até que ponto ?


Beata Anna Catharina Emmerich (1774-1824), freira agostinha alemã que foi estigmatizada, profetizou igualmente a vinda da "falsa Igreja da escuridão": "Vi uma Igreja estranha a ser construída contra todas as regras, como sendo a nova Igreja heterodoxa de Roma. A Igreja está em grande perigo. Estão já a exigir algo dele (do Papa). A doutrina protestante e a dos Gregos cismáticos espalhar-se-ão por toda a parte. A Igreja está a ser minada com grande sagacidade. Vi que muitos pastores deixaram-se levar por idéias perigosas à Igreja. Estavam a construir uma Igreja grande, estranha e extravagante. Toda a gente seria admitida nela para estarem todos unidos e com direitos iguais: protestantes, Católicos, seitas de todo o gênero. Assim viria a ser a nova Igreja."



Fora da Igreja não há salvação.Isso é um dogma de fé.Qualquer católico que se preze deve professá-lo.No entanto há 50 anos que esta verdade vem ficando cada vez menos clara para os católicos.Isso é resultado da crise de fé ligada diretamente ao chamado espírito de diálogo que se apossou de mentes e corações de bispos , padres e até papas, e claro dos fiéis que embarcaram junto.

Há quem diga : ora o CV II aprovou o diálogo !!

Sobre isso dexemos claro que o O CV II não é o critério supremo de aferição de fé católica pois não proclamou dogmas ou sentenças de fé divina e católica obrigatórias.No tocante ao dialogo com o mundo ele se trata de estratégia pastoral não dotada de infalibilidade.

Outros dirão : ora a Igreja não tem o direito de adaptar sua pastoral aos tempos ? Nosso tempo não exigiria uma pastoral do diálogo ? 

Contra isso o ensinamento de PIO X , na  Lamentabili, que tem caráter de ensino infalível diz que é proposição condenada : 

Nº 53 do Lamentabili: "A constituição orgânica da Igreja não é imutável; a sociedade cristã assim como a sociedade humana, está submetida a uma perpétua evolução." E nº 63: "A Igreja se mostra incapaz de defender eficazmente a moral evangélica, porque adere obstinadamente a doutrinas imutáveis que não podem conciliar-se com o progresso moderno."

Ora dirão : mais aí se falam de doutrinas e da constituição orgânica da Igreja,  porém o diálogo é uma pastoral , uma práxis e não uma doutrina.Sim sem dúvida o diálogo ecumênico e interreligioso são práticas, mas que emanam de uma doutrina: a de que a atitude e ensino da Igreja ao longo dos tempos em sua relação com as outras religiões de cunho cristão ou não está superada por uma nova forma de considerar e fazer as coisas que difere da maneira como a Igreja considerou e fez no passado.E que em suma implicam numa nova forma de organizar a Igreja internamente para que atenda a esta ação externa no mundo em relação ao diálogo com os de fora.

Roberto de Mattei prova isto em sua obra sobre o Concílio Vaticano II.Diferentemente dos concílios anteriores, o Concílio Vaticano II (1962-1965) coloca para os analistas (teólogos, historiadores, etc.) um problema novo. É que todos os concílios anteriores exerceram, com e sob o Papa, um Magistério solene, definindo verdades de fé e moral e tomando medidas de caráter disciplinar, enquanto juízes e legisladores supremos. O Concílio Vaticano II, contudo, não deliberou nem propôs, de modo solene e definitivo, nenhuma verdade de fé ou moral.Pretendeu antes dar a verdade revelada nova forma sob o critério pastoral : ou seja dar-lhe uma forma que correspondesse a mentalidade moderna , adequada aos tempos modernos.Nesse sentido buscou modificar a forma pela qual se apresentam as verdades de fé(Nesse sentido é que se explica o abandono do tomismo na teologia e doutrina ).

Há alguns dias entretenho uma polêmica com dois católicos liberais sobre a questão do "Ecumenismo e diálogo interreligioso".Em face a isso muitas coisas precisam ser aclaradas

Não levar a luz da verdade aos que estão nas trevas é um crime capital."Há quem sustente que" uma coisa são os valores perenes, outra coisa são as ações humanas no tempo. Uma coisa é falar de princípios, outra coisa é falar de como lidar com as circunstâncias, dentro de situações contextualizadas e estabelecidas".

Sim concordo mas a maneira de considerar a relação dos princípios com as circunstãncias nesse caso é errada.Pois bem : é um princípio universal a lei "não matarás".No caso da legitima defesa há uma aplicação dela ao caso concreto pois a primeira vida que se deve preservar é a própria.Nesse sentido cabe matar para não morrer.Em suma matar para aplicar a regra "não matarás" é um excepcionalidade.O mesmo diga-se do diálogo ecumênico ou interreligioso.A missão da Igreja é transmitir a fé revelada e salvar o mundo.Nesse sentido e para tanto ela é enviada a pregar e santificar.Não existe um mandato divino ao diálogo.Ele pode existir como excepcionalidade desde que se atenda ao objeto da missão da Igreja : ensinar ,santificar , salvar.E deve ser julgado pelos frutos.Ora o que se vê em todos esses diálogos é que ficam sempre no plano humano , temporal e secular ; sempre se pautam por um enfoque puramente natural : busca por justiça social , liberdades , igualdades , tolerância , respeito a vida em seu aspecto natural , etc.Evidente que o patrimônio da lei natural e sua defesa fazem parte do papel da Igreja pois a graça supõe a natureza.Mas sua missão não se esgota aí nem se caracteriza essencialmente por isso.Os encontros ecumênicos e interreligiosos , dos ultimos 50 anos se pautam todos ou por essa constelação de valores comuns , ou por irenismos que se identificam com um cristianismo "kerigmático" sem dogmas ou doutrinas.O que demonstra que o diálogo de meio virou um fim em si, o que é absurdo.Um diálogo que servisse de meio a apresentação da fé e dos dogmas católicos seria ótimo.Uma chamada geral das religiões para o conhecimento de Cristo seria santo.Mas pelo contrario não há uma chamada geral a conversão o que fica claro quando vemos a que se reduziram muitas missões católicas hoje em dia , limitadas a obras sociais e que já não tem mais o fervor da pregação dos conteúdos do evangelho.Pretendem evangelizar pela práxis sem falar de Cristo.Ainda que alguns pudessem dizer que se trata de um boa tática ela tem que ser julgada a luz dos frutos: e quais são eles ? Não existem simplesmente.Podem dizer o que for em defesa desses diálogos em ecumenismos mas de um coisa não podem escapar : da evidência de que não existem frutos.Os frutos desse método pastoral é o fracasso da religião católica a níveis jamais vistos.Nem mesmo nos países de maioria católica a Igreja consegue exercer influencia pública forte a ponte de forjar leis e instituições.O diálogo não foi capaz de refrear a onda secular que nos invade e pior até a estimulou ao sujeitar a religião ao processo dialogal da modernidade - onde vale o consenso ! Não foi capaz de deter a debandada de fiéis , não foi capaz de deter a crise de fé , não foi capaz de impedir a escalada islâmica , não foi capaz de deter o crescimento das seitas , não foi capaz de deter esoterimos e orientalismos no ocidente ...não há frutos e se formos minimamente honestos temos que admitir isso, ou então inventemos estatísticas ou façamos algum malabrismo retórico.Diante disso fica claro que os argumentos dos defensores do diálogo a todo custo  são espúrios , farsescos , loucos e levianos.Tais pessoas insistem em um descaminho , que em termos práticos - é muito comum os defensores dele apelarem ao aspecto prático diversas vezes dizendo que já não vivemos mais na idade media ...ora em termos práticos o diálogo é um fracasso , é uma grande e total derrota da religião católica a nivel civilizacional.Agora eu me pergunto se essa derrota prática da Igreja realmente importa aos defenmsores do diálogo.Durante todos esses anos ao me deparar com os fautores do diálogo foi ficando para mim muito evidente que frequentemente a estes não importam os fracassos da Igreja em termos de propagação da fé seja em quantidade e qualidade, mas sim sua sintonia com um credo humanista.Ora se é assim tais fautores do diálogo , se estes aderem a este credo humanista e creem com todas as forças que os tempos são outros e que por isso mesmo diante do fracasso prático da Igreja , se deve seguir nesse rumo de diálogos e mais diálogos pautados por valores genéricos nascidos em berço iluminista então quem realmente ama as noções abstratas e atemporais sem a devida contextualização temporal das mesmas não sou eu.Se os mesmos pretendem avaliar toda a história da Igreja a luz destes valores genéricos então são eles os amantes das abstrações filosóficas sem praticismo.Pior para eles que tais abstrações não tenham raiz católica.

Entre as abstrações do dogma e os do iluminismo fico com as primeiras mesmo correndo riscos de não saber aplicar bem as do dogma , mesmo correndo o risco de imprudência.Pois decerto : é bem mais seguro errar na prática tendo os dogmas que tentar ter ações acertadas com base em princípios não dogmáticos.