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quarta-feira, 30 de julho de 2014

A contra revolução pode contar com apoio de grupos e indivíduos não católicos?

Para alguns católicos a saída para escapar do marxismo é adotar o liberalismo de Smith.


















Existe hoje uma tendência - sobretudo em certos ambientes ditos "conservadores" vinculados a influência de Olavo de Carvalho - entre certos católicos e acreditar que associar-se a liberais dos mais variados matizes pode trazer resultados positivos. Muitos, sem nenhuma cerimônia, se imiscuem em rodas liberais na esperança de opor obstáculo a escalada de esquerda no Brasil e América Latina, sem levar em conta os riscos e limites inerentes a estas associações. 

Como já tivemos oportunidade de dizer, não faz sentido que católicos se associem a tais rodas sem um anteparo organizacional que lhes dê uma base segura de ação e meios eficazes de extrair disso vantagens em prol da cristandade. Tais associações só se justificam nesse contexto e sob o título de serem provisórias e esporádicas em função de um combate a um mal maior. 

A contra-revolução é essencialmente católica. E é no bojo da fé católica que encontra sua principal força. É DISSO QUE NOS FALA PLÍNIO CORREA DE OLIVEIRA: 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Resposta a Olavo de Carvalho sobre a relação fé e razão

Enrolavo de Carvalho.





















O Sr. Olavo de Carvalho respondeu o artigo que publicamos ontem referente a sua visão sobre a relação fé  e razão ,aqui:

https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10152518463017192

Olavo de Carvalho

O boboca da "Catolicidade" diz que você tem de acreditar na doutrina da Igreja por si mesma, independentemente de qualquer tentativa interior de apreender os fatos a que ela se refere. Bonito, né? Só há um problema: ACREDITAR na doutrina CONSISTE em admitir que o conteúdo dela são fatos e não meras afirmações. Por exemplo, "Ressuscitou no terceiro dia." Aconteceu ou não aconteceu? Ressuscitou ou não ressuscitou? Se acredito, é porque acho que aconteceu, que é um fato. Como dizia o Apóstolo: "Se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé." Tentar acreditar no Credo fazendo abstração dos fatos a que se refere é como aquela história do Quico: 
-- Mãe, posso entrar na piscina?
-- Pode, filhinho, só não vá se molhar.
Só no Brasil um BURRO incapaz de perceber uma coisa tão óbvia pode posar de "defensor da fé" e acusar de heresia quem não seja tão lesado mentalmente quanto ele. O ridículo dessa gente não tem fim. Cada dia capricham mais.

Nossa resposta é a seguinte:

1- Olavo nada respondeu acerca da sua alegação - errônea - sobre a distinção entre filosofia e teologia. Ele alega que a diferença entre as mesmas é a que existe entre fatos e teorias. No entanto filosofia e teologia são ciências: a diferença entre as duas nada tem a ver com a que existe entre fatos e teorias( Não é preciso ser muito inteligente para entender. Só o Olavo não entende.).

2- Olavo diz que nós afirmamos que "você tem de acreditar na doutrina da Igreja por si mesma, independentemente de qualquer tentativa interior de apreender os fatos a que ela se refere". Começamos destrinchando o termo "apreensão". Apreensão é o ato pelo qual a mente intelige uma natureza ou essência. Quando falamos "homem", "animal", por exemplo, estamos inteligindo a essência dos objetos referidos. Embora o conhecimento intelectual dependa do sensível, ele o transcende. O intelecto vê a natureza das coisas mais profundamente que os sentidos. Para que a essência se torne inteligível é preciso desindividualizá-la das condições materiais.  Quanto as realidades naturais, somos capazes de as inteligir pois nossa mente está apta a isso. Mas, quanto as realidades sobrenaturais, não: se nossa mente não for iluminada do alto, por uma graça divina, não poderemos apreender nada a respeito do sentido dos fatos referentes às ações pelas quais Deus se revelou. Fatos por fatos, Lázaro resuscitou também, mas, tal fato, não tem o mesmo significado que a ressurreição de Jesus. Antes de Jesus profetas realizaram milagres, mas, os milagres de Cristo, tem outro significado pois revelam a sua divindade. Os acontecimentos só encontram seu sentido à luz da revelação feita por Deus. Muitos viram Jesus realizar milagres, mas só Pedro, movido por divina revelação, foi capaz de dizer: tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo. E a ele Jesus disse: não foi nem a carne nem o sangue que te revelaram mas o Pai. Dizer que o conteúdo da fé são fatos é um erro, uma heresia: o conteúdo da fé é antes o sentido dos fatos,na sua essência inteligível. O esforço interior de apreender estes fatos não pode produzir nada em si mesmo, a não ser que seja movido antes e depois pela graça: sem uma moção divina que ilumine o intelecto nada feito, por uma simples razão: o conteúdo da fé transcende nosso intelecto. A forma das coisas naturais não: para conhecê-las basta nosso esforço intelectual. Para saber da coisas do alto não basta a luz da nossa razão. 

3- Olavo se aproxima- se é que não recai diretamente - no naturalismo. Ele tende a pensar que a fé precisa ser destrinchada, em seus conteúdos, pela esforço da consciência. O Concílio Vaticano I diz que: " Se alguém disser que o homem não pode ser por Deus elevado a conhecimento e perfeição, que supere as forças da natureza, mas por si mesmo pode e deve, com incessante progresso, chegar finalmente a possuir toda a verdade e todo o bem, seja anátema (De Revel Cân. 3)".

4-Olavo se aproxima daquilo que a Pascendi fala sobre o modernista filósofo: "na doutrina dos modernistas, chegamos a um dos pontos mais importantes, que é a origem e mesmo a natureza do dogma. A origem do dogma põem-na eles, pois, naquelas primitivas fórmulas simples que, debaixo de certo aspecto, devem considerar-se como essenciais à fé, pois que a revelação, para ser verdadeiramente tal, requer uma clara aparição de Deus na consciência. O mesmo dogma porém, ao que parece, é propriamente constituído pelas fórmulas secundárias. Mas, para bem se  conhecer a natureza do dogma, é preciso primeiro indagar que relações há entre as fórmulas religiosas e o sentimento religioso.Não haverá dificuldade em o compreender para quem já tiver como certo que estas fórmulas não têm outro fim, senão o de facilitarem ao crente um modo de dar razão da própria fé. De sorte que essas fórmulas são como que umas intermediárias entre o crente e a sua fé; com relação à fé, são expressões inadequadas do seu objeto e pelos modernistas se denominam símbolos; com relação ao crente, reduzem-se a meros instrumentos.Não é portanto de nenhum modo lícito afirmar que elas exprimem uma verdade absoluta; portanto, como símbolos, são meras imagens de verdade." Olavo continua alegando que dogmas são produzidos a posteriori, pela reflexão eclesial; seu pensamento cotinua ligado ao modernismo já denunciado, anos atrás, pelo apologista Orlando Fedeli, já falecido e de feliz memória pelos serviços prestados a fé. 

5- Por fim partilho aqui as pertinentes observações feitas pelo amigo Carlos Lombizani, sobre o assunto:"Não se deve confundir a verdade com o seu registro em palavras. Este é apenas verdade potencial, que só se atualiza no ato concreto da sua apreensão por uma consciência individual." São Pio X fala claramente na Pascendi que os dogmas não são mera representação da verdade, mas que contêm absolutamente a verdade. As palavras dependem da apreensão duma consciência individual para "se atualizarem"?A Lamentabili Sane Exitu condena a seguinte afirmação: "Os dogmas que a Igreja apresenta como revelados não são verdades caídas do Céu; são uma certa interpretação de fatos religiosos que a inteligência humana logrou alcançar à custa de laboriosos esforços.".Ora, se a doutrina se refere a fatos, não está então sujeita a interpretação? É isso o que o Olavo está dizendo: a doutrina não é a verdade, ela é um registro em palavras de fatos. Fatos são meros acontecimentos do passado. A verdade é a conformidade com a realidade. Se a doutrina é verdade caída do céu, então ela não descreve fatos. A ressurreição é um fato, claro, mas e o dever de amar a Deus? Como é que se diz que algo é um "fato" e não mera "afirmação"? Um fato é apenas um acontecimento. Uma afirmação é uma proposição, isto é, algo que se propõe (como verdadeiro), então é mais geral que um fato."

6- Reproduzo também a importante análise feita por Alberto Leopoldo Batista Neto:
"Se a fé católica dependesse de alguma "apreensão individual de fatos" - como diz Olavo de Carvalho -, ela teria que esperar até que o próprio conceito de "fato" se tornasse disponível, ao menos para a consideração filosófica - o que só ocorre na modernidade.Até mesmo a ideia de "conhecimento", tradicionalmente, não coincide com a de um simples reconhecimento de alguma coisa que "lá está". Conhecer envolve a apreensão de um conceito que só pode ser "extraído" da realidade porque esta possui, por si, uma estrutura inteligível (uma vez que é fruto de uma inteligência ordenadora). "O que aconteceu" é algo que só tem sentido numa ordem de significado, que só pode ser descortinada pela reflexão - no caso em pauta, teológica.Uma velhinha analfabeta dificilmente terá uma "apreensão individual" de "fatos" como os ensinamentos concernentes às processões e missões trinitárias - mas estes, nem por isso, são menos parte da doutrina católica, a que ela adere por aceitação da autoridade da Igreja. As pessoas que não conseguem "contemplar" em suas "consciências individuais" os conteúdos do credo niceno-constantinopolitano não são menos católicas quando o recitam na missa dominical e mantêm suas vidas de devoção e obediência.Essa reconstrução fenomenológica da fé cristã é bastante característica de certas teologias modernistas do século XX. Estas podem se tornar complexas, sofisticadas, e mesmo convincentes para uns ou outros - o que não as torna ortodoxas.O pior é que O. de C. faz pouco de quem ele julga incapaz de compreender suas teses, mas uma multidão de pessoas, sem o mínimo preparo para saber do que ele está falando, dá o seu entusiástico assentimento a qualquer coisa que o homem diga. Um lembrete aqui é válido: a "consciência individual" de Olavo de Carvalho não é a de vocês."

Diante do exposto, fica claro que Olavo sabe pouco do que fala. Não sabe sequer usar o termo apreensão com rigor( Em termos aristotélicos-tomistas é impossível apreender fatos mas tão só essências, fatos são particulares, essências são gerais: Aristóteles já disse, faz dois mil, anos que nosso intelecto só apreende o geral. Apesar de Olavo ter escrito uma obra sobre o mesmo, não aprendeu isso?).

E esse é o maior filósofo vivo na atualidade?

Quanto as heresias afirmadas pelo mesmo já sabemos qual a desculpa que virá: o mesmo já afirmou que, no decurso das investigações, um filósofo pode cometer heresias. Os discípulos confrontados com elas dirão que se trata de um exercício dialético légítimo do supremo mestre e que, diante delas, não há nada a opor, tampouco que duvidar da sua fé católica. 

Quanto a isso cabe a quem realmente ama a doutrina da Igreja cerrar fileiras 
contra aquele que, se apresentando como mestre, ensina embustes e põe em risco a verdadeira fé.  

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Olavo de Carvalho e a relação fé e razão: mais um embuste!!


Olavo numa de seus elevados exercícios lógico-demonstrativos
O filósofo Olavo de Carvalho vem se apresentando, faz tempo, como católico: tendo passado bom tempo longe da verdadeira fé teria feito o caminho de retorno. Graças a isso tem tido ótima penetração em meios católicos afeitos aos estudos. A sua pretensa conversão exorcizou as denúncias feitas por Orlando Fedeli, apologeta católico fundador do Instituto Cultural Montfort, que anos atrás demonstrou, em seus artigos, como a filosofia olavética divergia radicalmente da doutrina da Igreja.  Mas já que Olavo teria se convertido não existiria mais nenhum empecilho para que um católico se sujeite ao seu magistério filosófico. 

Mas os fatos começam, pouco a pouco, a aparecer, de modo que a pretensa conversão de Olavo de Carvalho cada vez mais se afigura como uma peça teatral bem montada. 

Nosso objetivo aqui é mostrar, pouco a pouco, como o sr Olavo de católico tem só o nome: sua filosofia continua divergindo radicalmente daquilo que a Igreja ensina. 

Começamos recordando que "Não haveria, certamente, tais desvios da verdade que deplorar se também no terreno filosófico todos olhassem com a devida reverência ao magistério da Igreja, ao qual compete, por divina instituição, não só custodiar e interpretar o depósito da verdade revelada, mas também vigiar sobre as disciplinas filosóficas para que os dogmas católicos não sofram dano algum da parte das opiniões não corretas." (Pio XII, Humani Generis)". Portanto ao filósofo católico cabe submeter-se as orientações do magistério supremo até em matéria estritamente filosófica. Ou seja: a consciência individual aí deve sujeitar-se aquelas determinações da Igreja no que tange as doutrinas filosóficas que não se ajustam ao dogma. Destas o filósofo católico deve manter distância. Na Humani Generis, PIO XII recorda a obrigação de os pensadores católicos evitarem o existencialismo, o evolucionismo,etc. 

Para compreendermos a visão do Sr Olavo sobre a relação fé e razão devemos, antes de mais nada, entender o que ele diz sobre a filosofia. 

Para o senhor Olavo de Carvalho só a consciência individual é capaz de conhecimento. Para Olavo uma vez que toda expressão social depende de uma expressão individual e interior, e uma vez que esta só se torna possível após uma condensação de significado sob a forma do juízo, este, antes de se tornar proposição – em sentido lógico – dotada de compreensibilidade pública, deve ser afirmado pelo indivíduo de si para si mesmo –  deve passar por um recenseamento socrático do que se sabe e não se sabe para daí seguir-se o processo de extrusão, pelo qual o indivíduo dá forma lingüística e simbolicamente articulável à própria experiência.

O que isso quer dizer? Muito simples: para Olavo o processo do conhecimento - incluído aí o conhecimento da fé - não pode ser transmitido por uma autoridade coletiva - quer dizer por um magistério público como o magistério da Igreja - mas tão só por indivíduos que tenham elaborado a "verdade fática" do cristianismo interiormente para dar a ela forma teórica. A um outro indivíduo que recebesse a teorização da fé em forma de dogma caberia fazer o processo de ligação entre a teoria e os fatos que são a essência mesma da fé; ou seja, não basta para cada fiel receber as fórmulas dogmáticas para terem acesso a fé: eles devem obrigatoriamente reconstituir a "verdade fática" originária em seu interior. Só aí o legítimo entendimento do dogma seria possível. Segundo Olavo o dogma não garante a verdade doutrinal, asim sendo os ensinamentos solenes do magistério nada resolvem, pois toda fórmula, pelo caráter simbólico que tem, pode deslindar para a heresia já que sempre permitiria- segundo o "mestre" Olavo -   diversas interpretações. O magistério, dentro dessa visão, seria incapaz de assegurar a fé. 

É o próprio Olavo quem o diz aqui:

















A noção de uma verdade apenas potencial nos dogmas parece-me proposição condenada: Etiam post fidem conceptam, homo non debet quiescere in dogmatibus religionis, eisque fixe et immobiliter adhaerere, sede semper anxius manere progrediendi ad ulteriorem veritatem, nempe evolvendo in novos sensus, immo et corrigendo id quod credit"(mesmo depois de concebido na fé o homem não deveria repousar nos dogmas da religião)In: Monitore Ecclesiastico, 1925, p. 194; na Documentation catholique, 1925, t. I, pp. 771 ss, e em Praelectiones theologicae naturalis, do P. Descoqs, 1932, t. I, p. 150, e t. II, pp. 287 ss.


Indo agora para a questão da relação fé e razão vejamos o que Olavo diz: 




Pois vejamos: Olavo nega que deva existir uma  subordinação da filosofia a teologia como manda a fé católica. Em segundo lugar a referência de Olavo a teologia como conjunto de "fatos" é , tipicamente, modernismo. A fé não é uma coleção de fatos observáveis, embora ela esteja relacionada a fatos que, outrora, puderam ser vistos. Vejamos o que diz Hugo de São Vítor: " Como pode São Pedro ter tido fé na paixão de Cristo, se ele a viu com seus próprios olhos e a fé é de coisas que não se vêem?...o mérito de São Pedro não foi o de ter visto a paixão de Cristo mas o de ter crido ser Deus aquele homem que viu pendendo da cruz...a fé é sempre de coisas que não se podem ver" (In: Summa Sententiarum, L 1, c. 2, PL 176,45.) 

Ademais Olavo não distingue a revelação da teologia. Para dizermos o mínimo, o que ele fala demonstra uma ignorância indesculpável para um filósofo. Olavo fala de realidade mas que isso tem a ver, diretamente, com a relação entre teologia e filosofia? O cerne dessa relação - de caráter gnosiológico - não tem a ver, diretamente, com o problema do que seja a " realidade" . A filosofia é uma ciência (ou um corpo de ciências) que é, sim, ao menos em suas conclusões, subordinada à teologia, que é uma ciência superior. A expressão ancilla theologiae não tem a ver com o que ele diz. 

A teologia tem um conteúdo. Nesse sentido podemos citar o dogma da divindade de Cristo: Jesus é Deus e homem: isso é uma doutrina revelada. A filosofia afirma a não contradição( uma coisa não pode ser ela mesma e o oposto); aparentemente dizer que Jesus é Deus e homem soa como contradição. O filósofo católico não pode, em nome disso, negar o dogma; antes deve submeter a filosofia ao dogma mostrando como ele não contradiz a razão natural. É disso que se trata a relação fé e razão. 

 A  tese de que o cristianismo é um fato - que poderia ser reconstruído experiencialmente -  ordena-se a diminuir o valor da Doutrina Católica, pois geralmente a contraposição que ela faz não é entre FATO e TEORIA como no caso acima, mas entre FATO e DOUTRINA. Reduzida a importância da Doutrina, reduz-se , por conseqüência, a importância que se deve dar aos erros em matéria doutrinal (especialmente os dele).

A filosofia serve a teologia com suas noções e seus métodos. A união entre as naturezas divina e humana em Jesus Cristo é substancial; nossa união com Deus pela graça é acidental. Substância e acidente são noções pelas quais o pensamento filosófico "serve" a teologia. O problema não tem nada a ver sobre fatos serem superiores a teorizações. 

Assim das duas uma: ou Olavo é ignorante no assunto ou é mal intencionado. Creio que a primeira hipótese é improvável. A tentativa de levar católicos para dentro de uma visão alternativa sobre a relação fé e razão me parece algo muito bem articulado para por os mesmos sob sua esfera de influência intelectual, onde ele possa atuar como supremo mestre até em matéria teológica. Na visão de Olavo a teologia não é senão uma experiência de fatos  religiosos que encontrou sua expressão intelectual. Ao dizê-lo incorre em heresia caso seja católico como diz que é. 

Diante dessas evidências ainda haverá quem diga que Olavo é católico?