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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O misterioso caso "Sidney Silveira"!

Faz tempo. Sim, faz tempo. Sidney Silveira, o grande professor de tomismo do Brasil,  era um detrator de Olavo de Carvalho. Na verdade nem tanto tempo: faz apenas 4 anos. De lá para cá muita coisa mudou. E mudou para pior.

Explicamos: o sr. Sidney, junto a outros sujeitos beligerantes na defesa da tradição doutrinal católica, pareciam ser a esperança de um renascimento da inteligência tradicionalista em terras brasileiras, inteligência que morreu desde que Gustavo Corção - fundador da Permanência - e Plínio Correa de Oliveira - pai da TFP - deixaram este mundo. Renascença obstaculizada pelo sr. Olavo de Carvalho, dublê de católico fervoroso, que, arrastando almas ao seu círculo, sob a aparência de piedade cristã exibida a saciedade em seu "true outspeake" por meio de apelos sentidos a São Pe. Pio e a Virgem Maria, vai aos poucos injetando-lhes a doutrina de um Mises - que aprovava a usura e o lucro sem limites no campo da ação econômica, coisa reprovada pela doutrina social da Igreja - de um Lonergan - que nega a possibilidade de conhecer Deus por via da razão, heresia condenada pela Dei Filius do Vaticano I - de um Guenon ou Schuon - pais do esoterismo perenialista - e daí para baixo.  

Isto parecia claro ao sr. Sidney. Faz tempo, todavia, que parecia. Hoje é diferente.
Pois vejamos: naqueles anos de outrora Sidney, como um cruzado católico, não poupou golpes ao falso mestre, aqui http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2011/07/neotomismo-uma-ideologia.html.

Olavo deixou claro o que pensava de Sidney aqui: http://www.olavodecarvalho.org/textos/110815desconversador.html

Para deixar evidenciada a qualidade chã das palavras do guru a Sidney reproduzimos um trecho do artigo calunioso de Olavo bem ao estilo do mesmo:

"Nos anais da safadeza universal, o Sr. Sidney Silveira ocupa um lugar modesto, mas especialíssimo pela originalidade: é o primeiro sujeito que tenta escapar de uma acusação de crime mediante a alegação de ser mais erudito em matéria filosófico-teológica do que o denunciante. Cada vez que o acuso de ter falsificado propositadamente o sentido de um texto meu para me indispor com a Igreja Católica, lá vem ele novamente dizendo que quem entende de Sto. Tomás Aquino é ele, que minhas idéias filosóficas estão erradas nisto ou naquilo, que não existe conhecimento intuitivo das essências ou que Edmund Husserl era herético. Após alguns parágrafos, o assunto inicial – o crime – desapareceu por completo: a imputação criminal tornou-se debate filosófico, elevando o criminoso à condição honrosa de adversário intelectual da vítima e deixando a investigação dos fatos para o dia de são nunca. "

As coisas estão aí expostas! Sidney vinha - segundo Olavo mesmo testemunhou - apontando os erros do falsário.

Marcando terreno apologético Sidney respondeu ao astrólogo nestes termos

A história é esta.

O mistério começa quando e como - por que ninguém sabe ao certo - o estimado professor de tomismo, inexplicavelmente recua. Há quem diga que foi gratidão a Olavo http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2012/08/agradecimento-olavo-de-carvalho.html


Até agora, entretanto, não ficou claro por que tamanha gratidão exigiria, como contraparte, calar-se a respeito dos erros claríssimos do tariqueiro.

Afinal o que o sr. Sidney deve ao Olavo? A sugestão de abrir um pay pal para arrecadar grana a fim de fazer um tratamento de saúde?

Cada um sabe onde o calo lhe dói. Não quero aqui entrar em elucubrações sobre questões de ordem íntima do sr. Sidney.

Independente do que tiver se dado nada, absolutamente nada, justifica calar-se quando a fé está em risco e quando um professor herético se faz passar por católico para arrebanha alunos. A vida da fé está acima de tudo. O amor a Deus está acima de qualquer gratidão ao próximo. Ainda que um ateu tenho salvo minha vida eu não estou autorizado a aplaudir seu ateísmo.

Hoje o sr. Sidney mais uma vez decepcionou os católicos tradicionais. Não bastasse seu silêncio sobre os erros de Olavo, ele vem se aproximando do círculo da neodireita que tem tendências liberais, direita que ele denunciava anos atrás aqui http://allanlopesdossantos.com/2010/07/03/catolico-de-direita/.

A última do sr. Sidney foi tirar uma foto com o bibelô olavista da Veja: o deplorável liberal Felipe Moura Brasil.

Não foi só uma foto, foi uma exaltação:

Nossa reação foi lançar ao Sidney a seguinte questão no facebook:

Rafael: "Esse é aquele que organizou um livro com artigos do Olavo onde o mesmo, no artigo capitalismo e cristianismo, diz que a Igreja foi culpada pelo nazismo dizendo que a DSI e um erro e que o dogma da infalibilidade decretado por Pio IX foi uma compensacao psicologica pelo fracasso politico dos papas?"

A questão era fácil: bastava dizer sim ou não. Sidney tergiversou. Não disse nada. Calou-se quanto a substância da pergunta. É compreensível. Ele não poderia dizer. Caso dissesse sim se instauraria ali uma inquirição. Caso dissesse não mentiria. Ficou sem saída.

E sem saída Sidney deu uma resposta estética e retumbante mas vazia a qual nós reponderemos aqui:

Sidney : “Tout homme peut bafouer la cruauté et la stupidité de l'univers en faisaint de sa vie proprie un poème d'incoherence et d'absurdité”. Gabriel Brunet. (TRADUZO LIVREMENTE: “Qualquer homem pode escarnecer a crueldade e a estupidez do universo enquanto faz da sua própria vida um poema de incoerência e absurdidade”.)

Serei o mais breve possível.

O Brasil atual não precisa de cultura. O Brasil atual precisa, antes de tudo, e com extrema urgência, de civilidade, a qual pressupõe certos parâmetros comportamentais de convivência entre desiguais."


Resposta nossa: O Brasil atual precisa de homens corajosos. Essa civilidade burguesa da qual o sr. fala não passa de polidez. Não há que se ter polidez com inimigos da boa sociedade.


Sidney: Vale aqui dizer o seguinte: a civilidade, por participar da virtude cardeal da prudência, é o pressuposto da verdadeira cultura — seja filosófica, seja política, seja moral, seja espiritual. Onde não reina esta prudência cívica, que é um dos esteios da paz social, toda divergência descamba para o ódio, para as contendas, para as rixas, para as detrações, para as desavenças de todos os tipos. Trata-se, em síntese, de discussões que saltam a galope por cima dos padrões éticos sem os quais tudo conflui na direção das ofensas perpetradas por rufiões, por bêbados, por escroques, por psicopatas.

Peço perdão por usar-me agora como exemplo de civilidade, em ocasião que teve a sua lhana pessoa como protagonista.

Em comentário na página de um dos irmãos Velascos — no qual, curiosamente, não fui marcado —, você certa vez chamou-me “cafajeste”, enquanto discutia com uma dúzia de pessoas manejando adjetivos ofensivos com notável proficiência, ou melhor, com proficiência quase miraculosa, se levarmos em conta o seu habitual desleixo para com as normas gramaticais. Mostrei a coisa à minha esposa, que ficou pasmada.

Aquilo parecia um debate no inferno: todos a se ofenderem mutuamente, e em português macarrônico! Lindo, lindo. Qual foi, pois, a minha reação diante da injúria com a qual fui agraciado?


Mantive silêncio para ver até onde você iria, e sequer consultei o meu “Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders” (DSM-5) com o intuito de verificar se o seu comportamento estava ali classificado. E não o consultei porque você não é louco; na melhor das hipóteses, é apenas pessimamente educado e imprudente.

Resposta nossa: A prudência da qual o sr. fala não é a  virtude da prudência mas a prudência da carne. Cito exatamente um texto vosso para aclarar meu ponto de vista :

" Portanto, se a perplexidade de qualquer situação se impõe à consciência de uma pessoa — seja em razão do escândalo, seja em razão de contrariar o bom senso, seja em razão de favorecer o mal em detrimento do bem, seja em razão de ir contra a lei, etc. —, é dever dela se munir de critérios que a conduzam à certeza moral. Caso contrário, o pecado de omissão é gravíssimo. Esta é, a propósito, a situação de pessoas cuja covardia se reveste do molde da falsa boa consciência, esta mesma que as faz acusar temerariamente quem não se mantém no marasmo, como elas. Em verdade, com total incerteza moral alegam agir com prudência e movidas por amor a um bem maior; infelizmente, trata-se da chamada prudência da carne — tipificada, em sentido próprio, não pelo amor ao bem, mas pela hesitação culposa entre o bem e o mal, pelo temor mundano de ferir susceptibilidades ou perder algum benefício adquirido."  http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2013/03/a-certeza-moral-e-crise-da-igreja.html

É exatamente isso que se dá sr. Sidney: você hesita entre bem e mal por medo, covardia, etc. Talvez tema perder benefícios. Não sei quais mas não duvido que isso, também, seja uma das razões de vossa covardia atual.

O senhor diz que eu teria vos chamado de cafajeste. Não lembro. Printou? Caso tenha feito me mostre. Caso tenha dito, assumirei o que, porventura, tenha dito e não vou negar o que disse. Ocorre que preciso das provas. Afirmação desse tipo merece esclarecimento.  

Desde já deixo claro que não é meu feitio acovardar-me. Este hábito é vosso. Talvez tenha me excedido quando disse o que o sr. alega que eu falei. Talvez o sr. não seja cafajeste mas apenas alguém que sente medo ou alguém que perdeu, inexplicavelmente, o juízo. O que sei é que o senhor poderia ser o maior apologeta católico do Brasil. Talvez o sr. passe a história como aquele que poderia e não foi, como aquele que recuou da possibilidade de restaurar a inteligência católica no Brasil confrontando uma falsa direita para se limitar a traduzir livros. Talvez seja só isso e nada mais. Se for só isto me perdoe por meu juízo temerário.

Quanto ao "desleixo com regras gramaticais": em meio informal e rapidíssimo como o facebook isso acontece. Mas nada disso tem muito importância aqui senão desviar o foco do problema e da pergunta lançada. Segundo Mirandola até os escolásticos eram acusados de escrever mal e de conhecer mal o latim - Barbaro e Pico, filosofia, 56 - mas eles estavam preocupados demais tentando descobrir a verdade para se ocuparem com o que estava em acordo ou desacordo com a língua romana. Petrarca atrai mas desaponta quando analisado mais de perto. Já Dante tem um estilo grosseiro, duro, vago mas é mais profundo que Petrarca. Tuas palavras, tuas verborragias são catedrais estéticas mas não respondem a pergunta que fiz. Fazes mil rodeios para não ter que assumir o que não podes assumir.

Sidney : 1- O Felipe Moura Brasil é o sujeito que, na revista Veja, realiza hoje um belo e corajoso trabalho de resistência ao petismo, denunciando esquemas escusos deste governo que nos massacra por todos os lados. Se ele não fizesse absolutamente mais nada, já teria toda a minha simpatia por enfrentar de frente a turma do Foro de São Paulo.
Resposta nossa: Entendo. Mas eu não vou responder isso aqui. Quem vai responder é o senhor com seu texto "católico de direita?";

"Uma das teses do catolicismo liberal — que, no Brasil, tem uma face mais ou menos homogênea, fomentada e moldada por sociedades discretas ou secretas — é a de que o católico só pode ser, por definição, um sujeito de “direita”, dada a incompatibilidade patente entre o Evangelho e os esquerdismos de todo tipo. Esses grupos, à força do poder do dinheiro e de sua notável organização, vão aos poucos disseminando e aplicando à realidade brasileira conceitos alienígenas, extraídos da política norte-americana e adaptados, por uma torção lógica, às terras tupiniquins. Uma política, obviamente, autônoma ou alheia às verdades da fé, pois outra tese muito cara a esses liberais, escrutinada numa série de textos do Contra Impugnantes, é a de que o poder material não deve prestar contas ao espiritual, dada a separação entre o Estado e a Igreja, para eles uma grande conquista do mundo moderno. A ordenação do Estado à Igreja seria acidental* ou indevida. Uma intromissão, uma usurpação de direitos...Quando menciona em meios católicos que o socialismo foi anatematizado pelo Magistério, essa gente maliciosa omite o fato de pesar sobre o liberalismo pluriforme uma condenação ainda maior, de vários Papas. Em síntese, esses liberais eliminam um dos dois gládios da Igreja militante (o principal deles), e, assim, se sentem bem mais à vontade para defender a idéia de que o católico ou será de direita ou… anathema sit! Pura cortina de fumaça para estabelecer uma mentira insidiosa, afrontosa à fé e, por conseguinte, contrária ao Magistério."

O senhor condena a si mesmo.


O restante de vossa resposta é só blá, blá, blá para não responder a pergunta que não quer calar,  sr. Sidney:


""Esse - Felipe Moura Brasil - é aquele que organizou um livro com artigos do Olavo onde o mesmo, no artigo capitalismo e cristianismo, diz que a Igreja foi culpada pelo nazismo dizendo que a DSI e um erro e que o dogma da infalibilidade decretado por Pio IX foi uma compensacao psicologica pelo fracasso politico dos papas?"

Para fechar faço mais uma pergunta: é lícito ao católico exaltar uma figura que trabalha para uma revista que milita contra a moral católica e a lei natural e que defende a laicidade?

Não se acovarde sr. Sidney, responda-nos!!