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sábado, 26 de março de 2016

Tirania eclesiástica em Goiânia!! Solidariedade ao jovem Marco Rossi!!


Dom Cruz apoia reitor petista da PUC Goiás, se colocando claramente contra a fé católica
 
 
Mais uma vez a Igreja Católica do Brasil deixa clara sua opção preferencial pelo comunismo!

Em recente polêmica envolvendo o jovem Marco Rossi que reivindicou a demissão do reitor da PUC de Goiás, sr. Wolmir Amado, em razão de sua filiação ao PT, a arquidiocese de Goiás lançou a seguinte nota:

"Comunicado da Arquidiocese de Goiânia sobre (auto) excomunhão latae sententiae de Marco Rossi Medeiros da Igreja Católica.

Em razão dos posicionamentos públicos de Marco Rossi Medeiros contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e vários irmãos no episcopado, bem como, recentemente, contra a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, seu reitor, reitoria e corpo docente, no cumprimento da responsabilidade de nosso ministério, tornamos pública nossa reprovação a suas palavras, atitudes e métodos difamatórios, que intentam macular instituições, organizações e vidas de pessoas.

Em suas investidas, embora se declare católico, Marco Rossi Medeiros não fala e nem age em nome da Igreja Católica.

Lembramos oportunamente que ao bispo da Igreja arquidiocesana – e somente a ele, dentro de sua circunscrição eclesiástica -, compete a responsabilidade canônica de promover e garantir a unidade e a retidão da doutrina e da fé. Somente do arcebispo é a competência para discernir, decidir, nomear, destituir e acompanhar o governo das instituições eclesiais da Arquidiocese de Goiânia.

Todo e qualquer católico que se outorga ilegítimos direitos de suscitar rupturas na unidade da Igreja está por isso mesmo atentando contra a comunhão e se colocando fora dela ‘latae sententiae’.

Reiteramos nosso apoio, solidariedade e gratidão à PUC Goiás, ao reitor e à reitoria, aos gestores, professores e funcionários, pelo serviço e pelo bem que prestam à Educação Superior, à nossa querida Pontifícia Universidade Católica e à Arquidiocese de Goiânia.

No Ano da Misericórdia, oremos ardentemente pela paz e pela harmonia do povo brasileiro. Recusemos e reprovemos, com firmeza, qualquer prática acusatória e ofensiva que incite ao ódio e à divisão, na família, na Igreja e na sociedade.

No fiel discipulado missionário, unidos à paixão de Cristo, como Igreja, continuemos perseverantes, rumo ao Reino definitivo.

Rezemos por este irmão, para que seja tocado pela ação do Espírito Santo e tenha a proteção da Santa Mãe de Deus.

Dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia e Grão Chanceler da PUC Goiás
Dom Levi Bonatto, bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia."

 

Dom Cruz, com isso cometeu um ato tirânico e anti-evangélico. Em resposta a este ato queremos aqui protestar e defender o gesto do sr. Rossi.

 O teor do documento da arquidiocese levanta a acusação de que Marco Rossi incorreu em cisma levando em conta o cânon 1364 do CDC que diz § 1. O apóstata da fé, o herege ou o cismático incorre em excomunhão latae sententiae.

Ora é evidente que não há, no gesto do rapaz, nenhum objetivo de fomentar a divisão dentro do rebanho católico mas sim de fazer uso de suas prerrogativas e direitos como leigo católico quais sejam as garantidas pelos cânons 208 a 223; entre as coisas disciplinadas por estes cânons destacamos:

- Direito, e até o dever, de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja.

Logo o sr. Marco Rossi quis alertar a situação de perigo que vive a Igreja no Brasil. Ora é sabido o apoio que a CNBB dá ao PT, partido que tem promovido descalabros como aborto, homossexualismo, políticas de cunho socialista, absurdos incompatíveis com a doutrina católica. Não é possível que um leigo relegue para segundo plano seu dever de alertar o rebanho para esse problema e que não levante a voz para lembrar aos bispos sua obrigação grave de fomentar em meio a Igreja a sã doutrina e a sã disciplina, quando eles mesmos esqueceram disso.

Santo Tomás afirma que “A emissão de um juízo exige três condições. Primeiro, o poder de governar súditos, donde o dizer a Escritura: Não pretendas ser juiz se não tens valor para romperes com esforço por entre as iniquidades. Em segundo lugar é necessário a retidão do zelo, isto é, não devemos proferir o juízo por ódio ou inveja, mas por amor da justiça, segundo aquilo da Escritura: Porque o Senhor castiga aquele a quem ama e acha nele a sua complacência como um pai a seu filho. Terceiro, é necessária a sabedoria, fundada na qual formamos o juízo, donde o dizer a Escritura: O juiz sábio fará justiça ao seu povo. Ora, as duas primeiras condições o juízo as preexige; mas na terceira é que propriamente se funda a forma dele, pois, a razão mesma do juízo é a lei da sabedoria ou da verdade, segundo a qual julgamos.”( Suma Teológica III parte, A vida de Cristo, Questão 59, artigo 1: se o poder judiciário deve ser especialmente atribuído a Cristo).

Assim ainda que Dom Cruz esteja investido do poder de governar súditos, não está imbuído nem de retidão de zelo – pois usa dois pesos e duas medidas: considera grave que o jovem Marco Rossi proteste contra a filiação do reitor da PUC Goiás ao PT mas não considera grave que um reitor de uma Universidade Pontifícia, cujo papel é fomentar a cultura desde uma perspectiva católica, seja filiado a um partido que se põe na contramão da moral católica -nem de vontade acérrima de romper com a iniquidade promovida pelo PT.  Destarte só podemos concluir com Santo Tomás que este ato é movido por ódio: ódio ao fato de o sr. Marco Rossi ter revelado a contradição abjeta da linha de ação da Arquidiocese com os excelsos ditames da Fé Católica.

A terceira condição para o juízo é a sapiência como bem diz Santo Tomás em sua suma. É ela que valida a forma do juízo. Um juízo não fundado na verdade não é juízo. E aqui perguntamos a Dom Cruz: onde está a verdade quando o sr. permite que um reitor adira a um partido cuja linha de pensamento diverge radicalmente de tudo quanto a Igreja ensina em matéria social e de tudo que ela ensina quanto a malignidade do socialismo( ao qual o PT se filia, inegavelmente como vemos aqui: https://www.youtube.com/watch?v=efkaaNgNI_c) ? Onde está a verdade de vosso juízo Dom Cruz, quando o sr. ignora que isso atenta ao que dizes em vossa carta pastoral “ A universidade católica no coração do mundo” no número 14, onde o senhor mesmo assevera que a vós cabe zelar pela ortodoxia católica dentro do ambiente da PUC Goiás???

O documento da sagrada congregação para a doutrina da fé datado de 2002, referente a ação política dos católicos diz que “ [4] Neste contexto, há que acrescentar que a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos. Uma vez que a fé constitui como que uma unidade indivisível, não é lógico isolar um só dos seus conteúdos em prejuízo da totalidade da doutrina católica. Não basta o empenho político em favor de um aspecto isolado da doutrina social da Igreja para esgotar a responsabilidade pelo bem comum...Quando a acção política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e grávido de responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral da pessoa. É o caso das leis civis em matéria de aborto e de eutanásia….[7 ]Aconteceu, em circunstâncias recentes, que também dentro de algumas associações ou organizações de inspiração católica, surgiram orientações em defesa de forças e movimentos políticos que, em questões éticas fundamentais, exprimiram posições contrárias ao ensinamento moral e social da Igreja. Tais escolhas e alinhamentos, estando em contradição com princípios basilares da consciência cristã, não são compatíveis com a pertença a associações ou organizações que se definem católicas. Verificou-se igualmente, que certas revistas e jornais católicos em determinados países, por ocasião de opções políticas, orientaram os eleitores de modo ambíguo e incoerente, criando equívocos sobre o sentido da autonomia dos católicos em política, e não tendo em conta os princípios acima referidos...Neste âmbito, há que recusar as posições políticas e os comportamentos que se inspiram numa visão utópica que, ao transformar a tradição da fé bíblica numa espécie de profetismo sem Deus, instrumentaliza a mensagem religiosa, orientando a consciência para uma esperança unicamente terrena que anula ou redimensiona a tensão cristã para a vida eterna.”( NOTA DOUTRINAL sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política).

Portanto como conciliar as determinações da CDF em 2002 com o fato de um reitor de uma universidade pontifícia estar filiado a um partido como o PT? Como negar que o PT assumiu uma luta pelo aborto( http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ministra-vai-a-onu-e-ja-tera-debate-sobre-aborto,835007) em nosso país? Como admitir que alguém que se filia a um partido desses possa ser protegido e ter seu cargo preservado sob a alegação de que exerce a liberdade de filiação partidária e ao mesmo tempo punir um jovem que protesta contra esta grave injúria a fé e que se levanta em nome dos princípios elencados na Nota doutrina da CDF em 2002?

Respeitamos vossa autoridade apostólica Dom Cruz, mas não podemos nos furtar de dizer que não restam dúvidas: o senhor age como um tirano. Ao invés de zelar pela boa ordem na PUC Goiás, usa a lei para proteger um reitor que colabora com um partido onde os conteúdos morais da fé são subvertidos de modo claro e público e pune um jovem que se ocupa do bem do rebanho. Quem de fato promove a divisão do rebanho é vossa excelência ao permitir que sujeitos dotados de má doutrina ocupem cargos de comando numa universidade católica.

"é preciso saber que, caso se tratasse de um perigo para a Fé, os superiores deveriam ser repreendidos pelos inferiores, mesmo publicamente. Isso ressalta da maneira e da razão de agir de São Paulo em relação a São Pedro, de quem era súdito, de tal forma, diz a glosa de Santo Agostinho, que 'o próprio Chefe da Igreja mostrou aos superiores que, se por acaso lhes acontecesse abandonarem o reto caminho, aceitassem ser corrigidos pelos seus inferiores’" (S. Tomás., Sum. Theol. IIa-IIae, q. 33, art. 4, ad 2m).

Por Rafael G. Queiroz.





domingo, 13 de março de 2016

Por que Eva foi enganada pelo diabo e não Adão segundo Sto. Agostinho?



Segundo Agostinho, Eva foi a maior culpada no que tange ao primeiro pecado, chamado de pecado original. O santo doutor diz em sua obra " A Cidade de Deus" tomo II, livro décimo quarto, capítulo 11 sobre a queda do primeiro homem:

"O diabo escolheu a cobra...animal lúbrico...com o propósito de falar com sua boca...com perversidade espiritual, falou com falácia à mulher. Começou pela parte inferior da sociedade humana, para gradualmente ascender ao todo, na consciência de que o homem não seria tão facilmente crédulo e não poderia ser enganado por erro, senão acedendo ao erro alheio".
 
Em suma o doutor da Igreja afirma que:
 
1- A cobra foi escolhida por satanás para falar à mulher por sua "lubricidade": isso significa por ser "escorregadia". Essa figura corresponde a um significado; a qualidade lisa ou escorregadia da cobra remete à sensualidade, ou seja, ao apego aos sentidos, ao prazer sensível.
 
2- O diabo usou de falácia: mentiu para a mulher ao dizer que ela não morreria se comesse do fruto.
 
3- O diabo tentou a mulher devido a sua fraqueza natural e sua inclinação maior aos sentidos. A mulher é naturalmente mais sensível que o homem. Seu corpo é mais dotado de pontos capazes de sentir prazer que o do homem. O diabo a tentou com a esperança de um prazer sensível decorrente de comer o fruto; apresentou-o como saboroso.
 
4- O homem, sendo menos sensível ao estímulo do prazer, não foi por primeiro tentado pelo diabo que seria rechaçado se o fizesse.
 
Para demonstrar a superioridade da natureza masculina, mais mental, que a da mulher, mais sensual,  Santo Agostinho cita alguns exemplos da escritura como:
 
" Aarão não deu seu consentimento ao povo para a construção do ídolo, induzido ao erro, mas cedeu obrigado"
 
"nem é crível haver Salomão pensando erroneamente que se devia sacrificar aos ídolos mas foi forçado pelo COQUETISMO DE SUAS CONCUBINAS a cometer semelhantes sacrilégios".
 
Ou seja: Salomão cedeu aos encantos faceiros de suas concubinas e não por convicção mental.  Coquete significa aquilo que é "provocante, que é agradável à vista." Segundo o filósofo francês Rousseau, essa é a principal qualidade da mulher, a que lhe é mais inata: a capacidade de provocar desejo no homem através do encanto corpóreo e dos gestos sensuais.
 
Assim continua Agostinho dizendo:
 
" Assim também estamos em nosso direito ao dizer que o primeiro homem violou a lei de Deus, não porque crera na verdade aparente do que lhe dissera a mulher... mas por condescender com ela por causa do amor que os unia. Não em vão disse o apóstolo: Adão não foi enganado, por sua vez, a mulher, sim. Eva tomou por verdadeiras as palavras da serpente e Adão não quis romper o único enlace mesmo na comunhão do pecado. Nem por isso é menos culpado, pois pecou,  com ciência e consciência. Desse modo não diz o apóstolo: Não pecou", mas "Não foi enganado"...sem experiência da severidade divina julgou ele, Adão, venial o cometido, enganando-se só na apreciação da gravidade do pecado. Por isso não foi seduzido no que o foi a mulher mas errou no modo que Deus havia de julgar a escusa: "a mulher que me deste ofereceu-me e comi"
 
Agostinho deixa patenteado que Adão só pecou porque cedeu aos encantos da mulher e não por convicção racional de que o ato não fosse pecaminoso. Adão sabia se tratar de pecado mas julgou-o venial - leve. Preferindo ceder a mulher - para não perder os seus favores e o seu amor - transgrediu a lei eterna. Já a mulher pecou por ter se deixado levar pelo seu apego as aparências sensíveis; por causa dela corrompeu seu juízo julgando bom o que era mau.
 
A leitura feita pelo santo doutor permitem muitas conclusões importantes: uma é de que numa sociedade a autoridade deve estar enfeixada nas mãos dos homens, já que, como ele mesmo afirma, são os mesmos a parte superior da sociedade sendo a mulher inferior, dada a sua natureza mais sensual. Assim como a razão deve governar os sentidos os homens devem governar sobre as mulheres. Não sem razão, Nosso Senhor Jesus Cristo, instituiu sua Igreja apenas com base na autoridade de Apóstolos, ou seja de "Varões Eleitos" para governá-la. Uma sociedade que estabelece a igualdade entre os sexos - não a igualdade de dignidade, coisa cristianíssima, que significa que homem e mulher tem, cada um a seu modo, direitos e deveres e que, moralmente são iguais perante Deus - no sentido de igualdade de papéis ou de poder( onde mulheres passam a ter o poder de governar a casa ignorando ou suplantando a autoridade marital ou pior, quando mulheres, em razão de divórcios, passam ter a função de "pais de família") rumará, inevitavelmente, para a ruína.

Escrito por Rafael G. Queiroz( Professor de filosofia, história e catequista católico).