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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Por que o feminismo conspira contra o Ocidente e contra o Brasil?



Onde há feminismo há a pauta do aborto e onde há a pauta do aborto há interesses políticos. O que prova que o feminismo não existe em si mesmo como movimento autônomo. Ele é um braço político a serviço de poderes bem discerníveis. Só a feminista militante é que não sabe nem entende isso.
1- Introdução

O caso da menor do RJ que teria sido estuprada por mais de 30 foi o mote para que coletivos feministas causassem uma histeria coletiva sobre uma suposta cultura do estupro existente no Brasil e para militar pela causa dos “direitos da mulher”. Cooptado para dentro da militância feminista, o caso serviu à repetição extrema de clichês sociológicos rasos para, no fundo, implementar uma nova lógica civilizatória: sim pois é disso que se trata quando falamos de feminismo; o que o movimento postula não são os direitos da mulher – retórica usada para desviar a atenção dos objetivos mais profundos do mesmo – mas uma reconstrução da sociedade como um todo. É disso que iremos tratar aqui.

2- Origens do feminismo

O feminismo tem três origens ideológicas; uma no marxismo, outra no capitalismo de mercado e sua ideologia do trabalho e outra na retórica democrática-liberal;

O marxismo no século 19 assimilou a condição da mulher à condição do operário; como o segundo era explorado pelo patrão a primeira o era mas só que pelo marido; Marx e Engels, em escritos que datam de 1848, diziam que a opressão sobre as mulheres não surgiu da cabeça dos homens, mas do desenvolvimento da propriedade privada e, com ele, da emergência de uma sociedade de classes. Para eles, a emancipação das mulheres é inseparável da luta pelo fim da sociedade de classes, isto é, da luta pelo socialismo. Assim seria preciso não apenas destruir o capitalismo mas seu subproduto: o poder econômico do pai de família sobre filhos e mulher.
O esquema mental simplório do marxismo( burguês x operário) foi a base ideológica do movimento feminista que, como um todo, está baseado em simplificações boçais.


O capitalismo de mercado assimilou a retórica feminista por emancipação de forma mais forte quando, já nos fins do século 19, mulheres precisaram ir ao mercado de trabalho para compor renda; organizações trabalhistas femininas surgiram em razão disso; na primeira guerra mundial houve um novo incremento de trabalho feminino quando, em razão disso, muitos homens tiveram que ir ao front de batalha, exigindo que mulheres assumissem postos nas fábricas dentro do esforço bélico necessário.
 

Já a onda democrática-liberal investiu na idéia de voto feminino; esse movimento foi forte sobretudo nos EUA onde grupos de mulheres lutaram em prol da lei seca, associando a luta política da mulher à sua emancipação da tutela do marido e ao direito a votar.

Dentro da visão marxiana a mulher caseira é um instrumento útil ao grande capital; para Marx é importante para o capitalismo que as mulheres fiquem em casa, cuidando dos filhos dos operários para que eles possam ir a fábrica trabalhar sem preocupações; segundo Marx, na medida em que a mulher é integrada ao mercado de trabalho pelo desenvolvimento do capitalismo as bases materiais para a existência da família já não fazem mais sentido. A mulher emancipada poderia organizar-se em coletivos independentes da organização familiar. A Revolução Bolchevique de 1917 produziu um igualitarismo entre homem e mulher como nunca antes se vira. O divórcio, o aborto e a contracepção estavam livremente disponíveis. A educação das crianças tornaram-se responsabilidade da sociedade. Iniciou-se a utilização de restaurantes, lavanderias e creches comunitárias, que livrava a mulher da condição de esposa e mãe.

Na visão dum feminismo democrático-liberal/ capitalista de mercado a questão é balizada dentro de outro quadro: ao invés da questão ser abordada na esfera da luta de classes e da produção econômica a condição da mulher – de opressão – é associada ao patriarcado, a psicologia masculina, ao machismo, etc. Esse feminismo pressupõe que a opressão está acima da divisão da sociedade em classes. Os movimentos feministas ocidentais das décadas de 60 para cá foram dominados por mulheres da “nova classe média”, jornalistas, escritoras, professoras e executivas, o que mostra seu caráter liberal: as demandas envolvem quase sempre mais possibilidades de ascensão social ou de prazer sexual.

Assim sendo é importante que frisemos o seguinte: o feminismo, seja lá qual for, é sempre um braço político seja do socialismo marxista, seja do liberalismo. O que está por trás das pautas feministas é a defesa de modelos civilizacionais e um projeto de poder, que se insinuam por trás do clichês dos “direitos da mulher”. O que ambos os feminismos tem em comum é pauta de destruição do poder marital e ou paterno. No feminismo marxista o homem é símbolo do poder da classe monetária sobre a mulher; no feminismo liberal o homem encarna o modelo eterno do “patriarca” castrador dos impulsos sexuais da mulher; nos dois casos o homem deve ser reconstruído a fim de que nasça uma nova civilização mais adequada aos anseios de liberdade-radical do capitalismo liberal ou de igualdade total do socialismo.

2- O feminismo hoje.

O feminismo como braço político tem agora múltiplas dimensões que integram aquelas duas básicas que forjaram sua origens; o tom socialista e ou liberal de suas reivindicações hoje são menos discerníveis quanto a diferenciação de pautas; praticamente todos os grupos feministas incorporaram um pouco de cada ideologia misturando isso tudo ao multiculturalismo e a ideologia de gênero.

Todavia é possível discernir alguns pontos fulcrais nas teses feministas indicando, ao mesmo tempo, qual seu alcance político e o que visam.

Um dos traços diz respeito ao caráter colonizador do feminismo; a maioria dos lugares comuns do movimento saem do establishment cultural-universitário dos EUA-Europa; lugares comuns que nascem dentro dos departamentos de sociologia e antropologia multicultural; é o caso do conceito de “rape culture”( ou cultura do racismo) que compreenderia um complexo de crenças e símbolos construídos socialmente que legitimariam o direito do homem de violentar a mulher. É comum que teóricas do feminismo vejam o “macho latino” como exemplo acabado desse tipo de homem; não é a toa que a revista do coletivo feminista “Nosotras” surgida na França nos idos da década de 70 falava da luta específica que o feminismo devia travar na América Latina – bem diferente daquela travada na Europa e EUA onde uma tradição de liberdade já existia consolidada por várias revoluções. A experiência do coletivo “Nosotras” - formada por mulheres que haviam fugido das ditaduras militares sulamericanas – foi amplamente baseada no modelo de “consciousnessraising groups” existente nos EUA que eram pequenos grupos que partiam das experiências pessoais e cotidianas das mulheres com o objetivo de forjar uma identidade comum. Tais grupos evidentemente formatavam a visão dessas mulheres dentro dum contexto mais amplo onde a luta feminista era vista sob duplo caráter: um de cunho mundial, outro de cunho local, onde certas metas gerais deviam ser adaptadas ao contexto de cada país.

Segundo a revista “Nosotras”,

a realidade de cada país, marca profundamente as táticas de uma luta política. E o feminismo é político. Algumas tradições profundas de nossos povos, como a religião católica e o "machismo", dão um caráter específico às reivindicações que só poderão ser formuladas, teórica e concretamente pelas feministas de cada país latino-americano.”In: Danda e Mariza. "Feminismo". Nosotras, Paris, n. 5, maio 1974.

Em suma: a teorização feminista implica que, no caso da América Latina o influxo da religião católica – de caráter hierarquizante – e nossa tradição patriarcalista – basta lembrar da colonização hispânica e portuguesa, marcada pela figura do senhor de terras, o patriarca que tinha amplo poder sobre dependentes e familiares, gênese do caudilho e do coronel – são determinantes para a opressão da mulher. Caberia nesse contexto lutar contra essas duas instituições – Igreja e Patriarcado – e contra as tradições sociais e culturais que elas legitimam.

Logo o feminismo, no que tange a Brasil, não passa do seguinte: colonização cultural. O feminismo aparece aí como braço politico dum projeto novordista; o Brasil é a “terra do estupro” por que é pouco americano e pouco europeu, ainda católico demais e patriarcal em excesso.

Não é sem razão que o caso da menor supostamente abusada esteja sendo repercutido por tantos órgãos de mídia- inclusive internacionais.
Feminismo não é questão de igualdade. Nunca foi.


3- Dados do Ipea: a colonização cultural do Brasil pelo feminismo anglo-europeu.

Recentemente o Ipea – que é órgão de pesquisa econômica associado a presidência da república e que produz, normalmente dados obre inflação e desemprego – insistiu em tratar de tema criminal e fez um estudo sobre o estupro que se divide em duas pesquisas: uma baseada em “dados”, outra em opinião. A pesquisa de dados é uma “nota técnica” de 30 páginas e se intitula “Estupro no Brasil: Uma Radiografia Segundo os Dados da Saúde”, assinada pelos pesquisadores Daniel Cerqueira, doutor em Economia pela PUC-RJ, e Danilo de Santa Cruz Coelho, doutor em Economia pela Universidade Autônoma de Barcelona(Doutores em economia produzindo trabalho sobre um assunto criminal? Não seria mais adequado que juristas, criminologistas, psicólogos, fossem responsáveis por tal trabalho? ) Já a pesquisa de opinião – que teve como tema a “Tolerância Social à Violência contra as Mulheres” – foi lastreada no Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) do Ipea, criado para “captar a percepção das famílias acerca das políticas públicas implementadas pelo Estado, independentemente destas serem usuárias ou não dos seus programas e ações”. Foi essa segunda pesquisa, com um total de 40 páginas, que transformou o Brasil numa "nação de estupradores".

Para quem lê a pesquisa do Ipea fica evidenciado que a causa central de tantos “estupros” no Brasil é atribuída, em primeiro lugar, aos pais de família e depois a nossa cultura; seríamos um país ainda pré-civilizado e nossos pais de família, formados numa cultura pré-civilizada, seriam monstros sexuais em potencial, capazes de devorar até mesmo suas próprias filhas.

Com base num questionário sobre vitimização que levou a campo em 2013, o Ipea estimou que, a cada ano no Brasil, “0,26% da população sofre violência sexual, o que indica que haja anualmente 527 mil tentativas ou casos de estupros consumados no país, dos quais 10% são reportados à polícia”. Essa informação, segundo os pesquisadores, é consistente com os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que, em seu Anuário de 2013, apontou 50.617 casos de estupro notificados no País em 2012. Todavia, o Ipea se esquece de considerar que esse índice de estupros, tanto os casos estimados quantos os denunciados à polícia, decorre de uma mudança substancial na definição de estupro, que, a partir da Lei 12.015, de 7 de agosto de 2009, passou a englobar o que antes era considerado “atentado violento ao pudor”, tipo penal que deixou de existir.

Essa nova lei – já implantada em vários outros países graças ao Lobby feminista internacional – revolucionou o conceito de estupro, pois vejamos:

Estupro( na antiga lei do CP)

Art. 213 Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça:

Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.

Nova redação:

Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.

Em suma: a nova redação deixa em aberto o conceito de ato libidinoso – um beijo roubado poderia ser tido pela vítima como tal – o que permite a elevação artificiosa dos casos de violência sexual do homem contra a mulher (Dados comprovam que a maioria dos casos de estupros e violência sexual não passam de...farsa!!! In: http://extra.globo.com/noticias/rio/nas-varas-de-familia-da-capital-falsas-denuncias-de-abuso-sexual-podem-chegar-80-dos-registros-5035713.html/ http://www.jcnet.com.br/Geral/2013/02/falsos-estupros-atrapalham-policia.html)

Qual o fim de tudo isso? Primeiro precisamos pensar por que a pesquisa do Ipea repete o clichê presente nos artigos feministas, publicados nos EUA e Europa sobre "machismo latino americano", de que somos “pré-civilizados”, etc. Não restam dúvidas de que o discurso por trás disso é que a cultura brasileira precisa superar certos “escolhos” e se encaminhar para um libertarismo moral e um igualitarismo já consolidado no países do Norte. Como já dissemos: se trata de uma colonização cultural.

Por outro lado é notório que tais países estão, hoje,  integrados ao projeto novordista ( Nova Ordem Mundial) o que implica na necessária destruição da velha cultura pátria para a consecução do projeto de estado global fundado numa cultura global – fundada num mix de liberdade de mercado junto a esquerdismo cultural – e numa sociedade global – livre de padrões hierarquizantes tradicionais – uma sociedade parecida com a idéia de aldeia global, horizontalista(O conceito de aldeia global foi desenvolvido por Marshall McLuhan na década de 60, como forma de explicar os efeitos da comunicação de massa sobre a sociedade contemporânea, no mundo todo. De acordo com sua teoria a abolição das distâncias e do tempo, bem como a velocidade cada vez maior que ocorreria no processo de comunicação em escala global, nos levaria a um processo de retribalização, onde barreiras culturais, étnicas, geográficas, entre outras, seriam relativizadas, nos levando a uma homogeneização sócio-cultural. Neste caso, imaginava ele, ações sociais e políticas, por exemplo, poderiam ter inicio simultaneamente e em escala global e as pessoas seriam guiadas por ideais comuns de uma “sociedade mundial”). Para isso é fundamental destruir o papel do pai como figura de autoridade na família – coisa ainda presente na cultura latinoamericana. Uma sociedade onde o pai de família ainda é autoridade não pode virar aldeia global pois ao invés de ela se pautar em critérios estipulados pela comunicação de massa, ela se fundará em tradições consolidadas que remetem à religião paterna, cultura local, hábitos herdados, atavismos morais, etc. 

4- Conclusão.

O caso da menina em tela mostra o caráter criminal do que está em curso no Brasil agora. Os coletivos feministas e as redes de tv – sumamente a Globo – repetem  à exaustão a tese do “estupro consumado”. As incongruências do evento pouco importam. Importa dizer que houve estupro a todo custo.

A substituição do delegado que investigava o caso é mostra dessa articulação de poderes para destruir a malha moral tradicional que ainda resta de pé no Brasil – o pouco que anda resta, digamos.

A indignação de pais e mães de família que se perguntam sobre as responsabilidades dos genitores da menina em tela não repercutem na mídia. As únicas falas que a mídia reproduz são as da militância feminista: “ não importa com quem , ou o que ela fazia, nenhuma mulher merece ser estuprada”. Ao dizerem o óbvio – pois ninguém em sã consciência defenderá que alguma mulher merece ser estuprada – tentam capturar a boa vontade da população para mais uma farsa bem montada.

A farsa serve, mais uma vez, a criminalização geral da cultura brasileira. Somos machistas e estupradores natos! É isso que a tv nos diz!! Somos uma sociedade de tarados!!!

Para que não duvidemos da conspiração midiática em seu conluio com os coletivos feministas, acabam de mudar o delegado - depois das fortes pressões feitas por reportagens orientadas -que fazia as perguntas certas que poderiam levar a esclarecer o real problema do país – não o machismo, mas a ausência de uma moral familiar mais consistente, em enormes faixas da população brasileira, vitimadas pela cultura da pornografia, oriunda das telas da tv, das rádios, da internet, da nossa “música”, etc; vitimada por um capitalismo selvagem que impõe, a homens e mulheres, que saiam cedo de casa e que cheguem tarde para prover o sustento dos seus filhos que, sem a presença cotidiana dos pais acabam ficando a mercê das programações da Globo, pródigas em exaltar a liberdade do sexo; ausência que explica por que uma menina de apenas 16 anos está envolvida em um caso tão grotesco; não nos espantemos: não é de hoje que vídeos de meninas menores de idade vazam na internet; no Brasil isso virou moda e só virou por que estão destroçando nossas famílias.

Não por acaso Vladimir Putin, presidente russo, vem reprimindo com força o movimento feminista. A Rússia – que quer voltar a ter poder geopolítico – sabe que não existe nação forte sem famílias fortes. E que isso é impossível sem mulheres que valorizem seus papéis de mães e esposas e sem pais que exerçam autoridade capaz de forjar a moralidade dos filhos. Já o projeto novordista – que consiste, como bem disse David Rockefeller, no encontro do clube Bilderberg em 1991, em superar a era dos estados nacionais – não pode existir onde existam nações fortes. As nações devem enfraquecer e o feminismo lhe dá uma ajuda importante enfraquecendo a família natural.

Não é possível colonizar sem afeminar, sem desvirilizar. O psicólogo indiano Ashis Nandy descreveu a maneira que os britânicos insistiam em afeminar os súditos colonizados na Índia(In: Nandy, A. The Intimate Enemy – Loss and Recovery of Self under Colinialism. Oxford University Press, 1983.) E agora é disso que se trata quando falamos de feminismo no Brasil. Estamos a ser vítimas da imposição de valores “afeminantes” que pretendem criminalizar e exorcizar a masculinidade brasileira como desviada, doentia, a fim de que o homem latino vire uma espécie de hipster europeu multiculturalista e sensível, o mesmo tipo humano que hoje assiste a invasão da Europa por muçulmanos, asiáticos e africanos com impassibilidade estóica.
 
Rafael G. Queiroz

Obs: Enquanto se fala de cultura de estupro a Globo aproveita para falar de aborto( http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/exigencias-fora-da-lei-dificultam-acesso-aborto-apos-estupro-diz-pesquisa-16666374). Segundo a matéria o aborto deve ser garantido bastando a palavra da mulher. Imaginem a enxurrada de abortos que isso poderá facultar caso a norma técnica do Ministério da Saúde – que só exige a palavra da estuprada, sem necessidade de comprovação do estupro – torne-se conhecida da grande massa?

O Conselho Populacional da ONU funcionou como cabeça pensante para gestar a implantação do aborto no mundo, estabelecendo uma política global de controle populacional, em fases distintas. Na quarta fase (de 1978 até hoje), houve uma mudança de estratégia. O que antes era pesado investimento na contracepção, hoje os abortistas passaram a investir na modificação da moral sexual, pois o movimento populacional não conseguia ganhar espaço no governo norte-americano, nem dentro da ONU. Com a mudança de paradigma cultural, buscou-se atacar a moral do aborto, para viabilizar sua aceitação junto à opinião pública. Daí os investimentos na dissidência da Igreja Católica, no movimento homossexual, na educação sexual liberal, etc. A partir de então, a mídia deu evidência cada vez maior ao feminismo radical, especialmente após as Conferências Populacionais promovidas pela ONU, de Bucareste, do México, do Cairo e de Pequim. Hoje, há uma forte pressão dentro da ONU, para reconhecer o aborto como direito humano, intensificando a pressão sobre os governos da América Latina para a sua legalização. Em 2003, mais de 700 Ongs financiadas para promoverem o aborto no mundo, reuniram-se em Londres, estabelecendo a meta de tornar o aborto legal e disponível em todo o mundo, até 2015. O governo brasileiro firmou compromisso com essas metas e está condicionado por elas para fazer de tudo para legalizar o aborto, o quanto antes.

Mais uma vez vemos aí qual o lugar do feminismo no que diz respeito as políticas globalistas e como ele está atrelado à destruição da natalidade do povo brasileiro.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O prefeito islâmico de Londres: judeus ontem, muçulmanos agora; o ocidente invadido!


Séculos atrás os judeus – estrangeiros em terra ocidental – foram, pouco a pouco, penetrando em nossa cidade por meio do influxo das novas idéias liberais que foram ganhando força e determinando a aceitação de que judeus deveriam ter os mesmos direitos do povo cristão.

Na enciclopédia de Diderot – obra fundamental do iluminismo – vemos no verbete “judeus” a seguinte afirmativa;

os judeus hoje são tolerados na França, Alemanha, Polônia, Holanda, Inglaterra...mediante tributos que pagam aos príncipes...os príncipes abriram os olhos para seus próprios interesses e trataram os judeus com mais moderação. Sentiu-se em alguns lugares do norte e do sul que não se podia dispensar o auxílio deles...a Holanda, a Inglaterra, animadas pelos mais nobres princípios, deram-lhes toda a suavidade possível, sob proteção invariável de seu governo...” ( Proust, J. Diderot et l' Encyclopédie, Paris, 1962, p. 536).

É fato conhecido que desde a era de Constantino – que dá início a Cristandade, ou seja, a uma Civilização Cristã – os judeus tiveram seus direitos reduzidos;

A vitória do trinitarismo durante o Concílio de Nicéia - que teve a participação de Constantino -fará que judeus sejam incluídos lado a lado com os hereges. O pacto entre o Imperador e a Igreja trará para a comunidade judaica uma mudança de status civil. Ocorrem  proibições de conversão ao Judaísmo tanto de cristãos quanto de pagãos; tributos especiais são exigidos dos judeus. Numa lei datada de 18 de outubro de 315 - bem antes de Nicéia -  Constantino determina que se impeça e se punam os judeus, sua liderança, etnarcas e patriarcas (maiouribus eorum et patriarchis), se depois de a lei ser promulgada ousarem apedrejar ou empregar qualquer forma de “loucura” (saxis aut aulio furoris genere) contra qualquer pessoa que escape de sua seita e se dirija a servir a Deus (qui eorum feralem fugerit sectam et ad dei cultum respexerit). Quem o fizer será queimado, junto com seus ajudantes (mox flammis dedendus est et cum omnibus suis  participibus concremandus). E acrescenta que, se alguma pessoa do povo se converter a esta seita corrompida (nefariam sectam), sofrerá junto com eles as penas correspondentes. A separação dos judeus e das mulheres não judias, forçando a endogamia e impedindo os casamentos mistos e a provável conversão de mulheres não judias ao Judaísmo, foi decretada por Constâncio, filho de Constantino, em lei de 13 de agosto de 339...Constâncio legislará, também, sobre a posse de escravos por judeus. Caso os judeus tivessem escravos, poderiam influenciá-los e convertê-los ao seu credo. O ponto central desta lei e de muitas outras similares seria impedir o proselitismo judaico. Há uma lei no Pentateuco pela qual um judeu não  podia manter outro judeu na escravidão por mais de seis anos,no denominado ano sabático. Portanto para um escravo de um judeu se converter à crença do senhor era bastante atraente. Tratava-se de um perigo para a expansão do Cristianismo.”( http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/06/cristaos-x-judeus-amizade-e-dialogo.html)

É sabido também que na Espanha Visigótica os judeus tiveram seus direitos cerceados em razão de terem apoiado sedições arianas – os reis visigodos depois de se converterem ao catolicismo romano implementaram políticas de repressão aos hereges arianos – que não professavam a fé na trindade – e isso incluiu os judeus por terem colaborado com os mesmos, como mostram diversos autores.

A situação dos judeus só começa a mudar quando as idéias das luzes se espargem pela Europa, clamando por igualdade de direitos e por direitos civis universais. Antes mesmo disso – como mostra a Enciclopédia de Diderot – os reis europeus, necessitados de financiamento para suas guerras, passaram a ver o judeu como uma ferramenta econômica para expandir crédito e arrecadar tributos já que eram grandes comerciantes e financistas. O novo contexto burguês-capitalista da Europa Moderna foi fulcral para a lenta penetração do judeu na vida da Cristandade Ocidental – se na Idade Média a terra era a riqueza fundamental, na modernidade o poder do dinheiro ganha espaço e com isso o judeu alcança uma maior integração na nova sociedade moderna; como bem mostra Sombart em sua obra sobre o papel dos judeus no capitalismo, o contributo deles para a criação de mecanismos financeiros que facilitavam as trocas monetárias foram importantíssimas, senão decisivas para a gênese do capitalismo. Se do ponto de vista econômico o judeu já fazia parte da mecânica social moderna, faltava-lhe uma integração política-social. Quem lhe garantiu isso foram a revolução americana e a francesa.

Os judeus americanos apoiaram a independência dos EUA em 1776; em 1789 na festa pública oferecida em Filadélfia para celebrar a nova constituição, havia uma mesa especial onde a comida obedecia às leis judaicas em matéria de dieta; os judeus tinham muito a celebrar com a fundação dos EUA pois a constituição dava-lhes liberdade geral de consciência e acesso a cargos políticos já que todas as provas religiosas prévias a nomeações eram retiradas; na revolução francesa a Assembléia aprovou um decreto de total emancipação dos judeus em 27 de setembro de 1791. Guetos foram eliminados em Avignon, Nice e na região do Reno. Napoleão em 1796-1798 eliminou guetos na Itália. Um novo tipo de judeu – que sempre existira nas sombras – veio a luz do dia: o judeu revolucionário.

O que vemos acontecer agora em Londres é o mesmo que, outrora, se deu com os judeus. Um muçulmano vira prefeito de Londres, consubstanciando aí, o fim de uma época e o começo de outra. Ontem, o novo prefeito islâmico de Londres disse, perante a fala de Donald Trump que, embora defenda que se barre a entrada de maometanos nos EUA, abriria uma exceção ao novo prefeito, que dispensa a exceção e que é preciso que se entenda que os valores liberais do ocidente – diríamos do falso ocidente pois o autêntico é o cristão, nascido com o Édito de Milão – não proíbem o Islão.

"Donald Trump e os que o cercam pensam que os valores liberais ocidentais são incompatíveis com o islã majoritário – Londres provou que ele está errado"( In: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/05/prefeito-de-londres-seria-excecao-banimento-de-muculmanos-diz-trump.html).

O que está em curso agora é como dissemos, o fim duma época: aquela em que muçulmanos, embora presentes na Europa Ocidental, ainda não ocupavam posições de poder e prestígio, onde apesar de detentores de direitos legais – como no caso de imigrantes naturalizados cidadãos da Europa – ainda não tinham ascendido ao Estado. E, por efeito, o começo de outra, onde o muçulmano, sem deixar se tornar europeu, ascende ao poder político. A história e repete: os judeus que aos poucos viraram ferramentas econômicas para as monarquias modernas, depois ganharam direitos  através das revoluções liberais. Agora os maometanos - muitos vindos de países afroasiáticos pobres, e que viram mão de obra barata numa Europa sem filhos, em franca baixa populacional - tornam-se aos poucos economicamente fundamentais para a economia do velho mundo e depois transformam-se em sujeitos de direitos plenos. É difícil imaginar que tudo isso se trata, apenas, de uma coincidência, embora não seja possível desconsiderar os fatores histórico espontâneos que determinam a penetração do Islão na Europa - como a herança das colonizações e da descolonização. 

Perante este contexto não é a toa que Khan defenda a União Européia, organismo fundado na retórica abjeta dos direitos universais. Sem a UE não haveria base legal para a penetração muçulmana, agora, não só nos bairros franceses, ingleses, alemães, mas até no poder instituído.

A penetração muçulmana segue os mesmos passos daquela efetivada pelos judeus; a consequência dessa penetração hebréia não poderia ter sido pior para o mundo ocidental cristão como mostramos aqui: http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2013/04/por-que-os-judeus-estao-apoiando-o_17.html.

O poder hebreu, instalado, no cerne mesmo do atual ocidente, conspira pelo fracasso de nossa instituição familiar e consequente fracasso civilizacional.

Não nos iludamos: a penetração muçulmana não será menos pior; o efeito imediato dela será a aceleração da descristianização da Europa e do resto do Ocidente. Mais mesquitas serão construídas na Europa, mais facilidades pra naturalização serão oferecidas a muçulmanos; por efeito mais e mais elementos radicais terão acesso a Europa; certamente, não tardará o dia em que tais grupos poderão instalar, plenamente, a sharia em seus bairros, em nome do repeito a diversidade cultural.

A única saída para o combalido ocidente, nesta hora, é o nacionalismo cristão, do qual a Polônia é um exemplo a ser seguido. Um nacionalismo cristão que estimule e faça do aumento da natalidade uma política de estado, de salvação pública; sobretudo um nacionalismo que ignore as diretivas do atual Papa – que em conluio com a UE e ONU vem trabalhando pela entrada sistemática de maometanos na Europa – sobre abertura das fronteiras. Aliás é preciso que se diga que o Papa Francisco hoje é a peça fundamental para a islamização final do ocidente através de sua retórica de abertura das fronteiras. O próximo passo disso poderá ser a islamização da América Latina( http://islambr.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1028%3A1o-conferencia-das-autoridades-islamicas-da-america-latina&catid=36%3Amanchetes&Itemid=97) Pouco importa e Sadik é um muçulmano liberal de esquerda que defende o “casamento gay”. Pouco importa sua ideologia. O que interessa mesmo é que a exemplaridade de sua eleição abre portas para que qualquer islâmico possa ocupar postos de influência decisiva no continente europeu.

Também é bom recordar que o prefeito de Londres, anos atrás, apareceu em uma manifestação junto com Sulaiman Ghani, líder muçulmano acusado de ser fundamentalista. O que talvez signifique que seu apoio ao casamento gay seja apenas uma estratégia para parecer liberal e ganhar simpatia.

Em suma, nunca como agora o ocidente esteve tão em risco. Ou nos conscientizamos disso e nos unimos em torno de um patriotismo cristão, defendendo nossas fronteiras e famílias da ameaça maometana, com base numa luta contra a noção de direitos universais do homem – a retórica da ONU que embasa a invasão de nossa civilização por elementos estranhos e cancerosos – ou nossa civilização acabará em poucas décadas.


In hoc signo vinces. Pela cruz venceremos. Unamo-nos em torno dela nesta hora de  terríveis perigos!!!