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sexta-feira, 28 de abril de 2017

O americanismo cultural: o fantasma que ameaça o Brasil – Parte 1: Proclamação da República e o americanismo





 Introdução

   Pretendemos dar início a uma série de estudos, em forma de artigos, a respeito da invasão do Brasil pela cultura e padrões norte americanos. A neodireita brasileira tem falado bastante do perigo do “marxismo cultural” ao mesmo tempo que envereda pelo americanismo cultural e por uma visão de que devemos copiar as instituições dos EUA, a fim de sermos uma “civilização”. Todavia é preciso denunciar uma coisa sem ignorar a outra, dado que as duas correntes ameaçam nossa identidade profunda.

   Neste primeiro momento falaremos da invasão americanista ocorrida na era do Império, a partir da obra de Eduardo Prado, “ A ilusão americana ”.

Parte 1 : Quem foi Prado?

   Eduardo Prado era filho de um aristocrata paulista do café. Bacharelou-se em direito e tinha interesses intelectuais em história, literatura e política. Foi membro do IHGB ( Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ) e criou um círculo intelectual de estudos brasileiros e lusos em Paris.


Parte 2: Prado e a República de 1889.

   Para Prado a república substituiu o país ético, tradicional, monárquico e católico, por uma cópia mal feita dos EUA, sem tradições e anticatólico. A monarquia podia ser referida a uma série de valores comuns, partilhados por todos. Ademais a figura de uma autoridade centrada no Rei era mais conforme nosso espírito e nossas necessidades que a idéia de poder emergindo das massas. A noção de uma autoridade monárquica dava ao país princípios mais ou menos fixos a partir dos quais podíamos conduzir a pátria e mesmo orientar as reformas e mudanças necessárias. Ainda segundo o autor, Pedro II foi um rei civilista que, em razão de seu amor aos estudos e de seu afastamento dos quartéis, teria evitado que o Brasil seguisse o mesmo caminho das repúblicas latino-americanas de origem hispânica, onde o caudilhismo sufocava as nações com golpes e contra-golpes contínuos trazendo um clima de perpétua instabilidade. O começo do fim do Império se deu quando Pedro II permitiu que o ensino dos militares se bacharelizasse. Foram os bacharéis fardados que, cheios de ideologias novas que deram o golpe no Império.

   Mesmo levando em conta a presença forte da maçonaria no governo imperial – maçonaria que empre foi portadora da ideologia americanista – é preciso entender que a aplicação destes postulados aqui no Brasil , durante o império, foram tímidos, reduzidos a um constitucionalismo temperado pelo poder moderador do Imperador. Isso mostra que apesar dos pesares, no Império sobreviviam elementos do Brasil profundo, orgânico e católico, que não podiam ser simplesmente ignorados e eliminados. A elite governamental do Império, ainda que maçônica, foi obrigada a um termo de compromisso com este Brasil profundo.

Parte 3: O abismo Brasil – EUA.

   Prado ressalta a diferença radical entre a cultura brasileira e a norte-americana para demonstrar que a constituição de uma república no Brasil era uma insanidade, dado que não tínhamos o perfil cultural para abrigar um sistema como o dos EUA.

   Primeiro o autor apresenta o fato de que os EUA sempre foram voltados para a América, já que sua independência fora uma ruptura radical com a Inglaterra. O Brasil seria voltado à Europa, dada sua independência como transição. Há inclusive a geografia que nos separa dos países andinos e nos isola, tornando-nos uma “ilha” na América ( a tese da ilha Brasil ). A história nos destaca pois a América Espanhola – assim como os EUA – adotou desde o começo de sua independência, o modelo de república democrática americana. No mundo das repúblicas de origem espanhola ( Argentina, México, Peru, etc) o que reinava no século 19 eram sedições, ruína econômica, ditaduras, etc. Já o Brasil Imperial havia adotado a máxima de se reformar dentro de si mesmo, com a própria substância
Portanto para Prado não havia sentido falar de “fraternidade americana”. A história prova os imensos ódios nacionais entre Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai, etc, o que, por tabela, atesta que a república é essencialmente dissolvente e semente de divisões irreconciliáveis.

   Há ainda outro ponto a frisar que é o da Diplomacia dos EUA durante o século 19, baseada no princípio de dividir para reinar. Há muitos exemplos sobre isso. Durante conflitos entre Brasil, Argentina e Uruguai sobre navegação no Rio da Prata, os EUA fizeram exigências exorbitantes ao Brasil, exatamente para jogar o país contra seus vizinhos. Durante a Guerra do Paraguai o governo americano foi cúmplice de Solano Lopez. Quando se tratou de tomar o Texas, o governo dos EUA estimularam a revolta interna contra o governo do México.

   O caso do rei Maximiliano, que chegou ao Ttrono no México, é um belo exemplo. O príncipe francês fazia uma reforma no campo, combatendo a servidão camponesa, buscando a moralização das relações entre camponeses e donos de terras. Os EUA ajudaram a derrubá-lo, pondo no lugar um governo mais aberto à sua influência. Com os generais Diaz e Gonzalez os EUA obtiveram vantagens enormes em vários negócios no México como a execução de obras públicas, concessões de terras e de estradas, o que deixou a infraestrutura do país nas mãos de cias estadunidenses.

   Em 1831 os EUA tomam as Malvinas da Argentina e dão aos ingleses. Promoveram também a separação do Panamá da Colômbia para construir o Canal que favorece seu comércio naval é outro exemplo. Antes disso os EUA fizeram malograr o plano de um canal transoceânico no México a ser feito por uma Cia francesa. O caso do Peru também merece menção: o governo americano passou a apoiar generais que queriam nacionalizar a exploração do Guano – riqueza mineral que funciona como excepcional fertilizante dado seu alto índice de nitrogênio – e depois que eles chegavam ao poder cobravam a conta do apoio exigindo acesso à exploração do mesmo. Isso tudo prova que o papel dos EUA foi extremamente danoso aos países independentes da América espanhola, mais ligados à sua zona de influência, dado o fato de compartirem simpatias políticas com os norte americanos, em razão de terem adotado o mesmo sistema político.

Parte 4: Os EUA de 1776 e os EUA do século 19.

   Ademais Prado mostra que os EUA da independência ainda tinham algum valor moral, alguma exemplaridade para apresentar. Já os EUA do século 19 depravou-se irremediavelmente. Em 1776 tínhamos uma sociedade abnegada, patriótica e agrária. Prevalecia um capitalismo com religião e moral puritana. Ganhar dinheiro mas para a Glória de Deus. Já em 1870 os EUA havia se tornado outra coisa: agora era uma sociedade industrial burguesa, onde reinavam as grandes cidades, onde imperava a ganância, o capitalismo selvagem e o egoísmo materialista. A partir daí a política nacional começa a ter como base o interesse das grandes corporações. A solidariedade dos tempos tradicionais é abandonada. A cultura do faça por si mesmo, crie a si mesmo, vire-se por si mesmo, vira a lei.

   Isto se refletirá na política externa estadunidense que não será mais baseada, no fim do século 19, em valores mas em alfandegarismo econômico ( política de fronteiras abertas para assegurar lucros de sua indústria em outros países ). A plutocracia – uma nova classe de ricos banqueiros – tomou os partidos políticos e o Estado americano. Andrew Carnegie, grande industrial do aço, usou, nesta época, milícias privadas para matar e reprimir grevistas, com a anuência do governo. Tal contexto levou a uma grave promiscuidade entre público e privado: o homem público, no sistema americano, virara um ventríloquo da plutocracia sem a qual não poderia se eleger. Sua dignidade e independência se perdiam definitivamente.

Parte 5: Influência moral dos EUA sobre o Brasil.

   Segundo Prado o pior de tudo foi a influência moral americanista sobre o Brasil. Seu exemplo impõe uma nova cultura fundada no individualismo onde preponderam os interesses de grupos econômicos sobre quaisquer outros. Na medida em que os EUA havia virado, de vez, uma sociedade de aventureiros egoístas, ele não tinha nada a oferecer ao Brasil em 1889 a não ser corrupção moral já que nos EUA a corrupção administrativa é a essência dos governos e dos partidos, vendidos ao poder das grandes corporações, já que passaram a depender do dinheiro delas para vencer eleições.

Parte 6: A monarquia, salvação do Brasil.

   Prado termina sua obra fazendo uma ode à Monarquia. Segundo o mesmo ela ofereceria:

- Estabilidade;
-Princípios de virtude, oposição ao materialismo, abnegação e predomínio do interesse comum sobre o particular; na medida em que o monarca não é eleito ele fica livre de obter o poder via eleição, libertando o poder político, por tabela, da influência plutocrática.
- Solução proletária: monarcas tem interesse direto em solucionar a questão social do trabalho pois sabem que isto pode lhes custar o trono.

   Em certa medida alguns poderiam contra-argumentar que na França de 1792 e na Rússia de 1917 os reis perderam o poder porque não foram sensíveis aos reclamos proletários, o que é verdade. Mas isso se deveu muito mais a falta de visão dos dois monarcas que a um princípio ínsito ao monarquismo.

   Prado também alega que a monarquia no Brasil jamais legitimou a escravidão. Já nos EUA ela foi justificada por panfletos científicos, políticos e religiosos. Aqui no Brasil os escravocratas não foram cínicos a tal ponto, o que só foi possível graças ao espírito essencialmente lusitanista da nossa monarquia, dado que a tradição portuguesa sempre teve a integração de raças como princípio – como bem mostra, aliás, o sociólogo Gilberto Freyre - sendo Portugal mesmo, um país resultante de uma fusão racial entre celtiberos, romanos, visigodos e árabes. Prado prova que, para a monarquia, a escravidão nunca fora uma questão de princípio tanto que foi a Lei Áurea que sedimentou a queda do trono ( o que provaria, mais uma vez, a independência entre trono e os interesses econômicos, dado que tal lei afetava de forma direta a elite agrária ).

Conclusão

   A república dos EUA é fundada, historicamente, no interesse econômico. Foi ele que gestou sua independência e foi ele, também, que conduziu toda sua história no século 19. Tal interesse é que gera o motor para as luta de classe e para a imanentização final dos valores. Logo é a república americana a preparação necessária para a revolução socialista. Na medida em que ela espalha seus postulados capitalistas-liberais pelo mundo, ela prepara o terreno a fim de que o marxismo, em suas diversas facetas, se instale. Portanto erra a nova direita quando acredita numa solução americanista para o Brasil. Se copiarmos o modelo dos EUA estaremos fadados a ver o país naufragar em revoluções sem fim. Hoje se há marxismo cultural nos EUA é graças à forma republicana de sua vida política, que leva, necessariamente, por força da sua lógica interna, às lutas classistas intestinas em prejuízo da pátria. Um movimento monárquico que não tenha a consciência disso não passa de espantalho de um americanismo que assume uma forma semi-oculta para dominar a vida nacional brasileira com todas as consequências funestas que daí advirão.



sexta-feira, 14 de abril de 2017

A paixão de Cristo segundo São João da Cruz





“Tendo dito que Cristo é o caminho e que, para segui-lo, é preciso morrer à própria natureza tanto nas coisas sensíveis quanto nas espirituais, quero explicar agora como se realiza isto; pois ele é nosso modelo e luz.

Quanto ao primeiro ponto, é certo que Nosso Senhor morreu a tudo quanto era sensível, espiritualmente durante a vida e naturalmente em sua morte. Na verdade, segundo suas próprias palavras, não teve onde reclinar a cabeça na vida e muito menos na morte. Quanto ao segundo ponto, é manifesto ter ficado na hora da morte também aniquilado em sua alma, sem consolo nem alívio algum, no desamparo e abandono do Pai, que o deixou em profunda amargura na parte inferior da alma. Tão grande foi esse desamparo que o obrigou a clamar na cruz: “ Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparastes?( Mt 27, 46). Nessa hora em que sofria o maior abandono sensível, realizou a maior obra que superou os grandes milagres e prodígios operados em toda a sua vida: a reconciliação do gênero humano com Deus, pela graça. Foi precisamente na hora do maior aniquilamento do Senhor em tudo que essa obra se fez: aniquilamento quanto à sua reputação, reduzida a nada aos olhos dos homens, e estes, vendo-o morrer na cruz, longe de estimá-lo, dele zombavam; quanto à natureza, pis nela se aniquilava morrendo; e, enfim, quanto ao seu espírito igualmente exposto ao desemparo pela privação do consolo interior do Pai que o abandonava para que pagasse puramente a dívida da humanidade culpada, efetuando a obra da redenção nesse aniquilamento completo. Profetizando sobre isso diz Davi: “Também eu fui reduzido a nada e não sabia” ( Sl 72, 22). Compreenda agora o bom espiritual o mistério dessa porta e desse caminho – Cristo – para unir-se com Deus. Saiba que quanto mais se aniquilar por Deus segundo as duas partes, sensitiva e espiritual, tanto mais se unirá a ele e maior obra fará. E quando chegar a reduzir-se a nada, isto é, à suma humildade, se consumará a união da alma com Deus, que é o mais alto estd que se pode alcançar nesta vida. Não consiste a vida cristã em recreações, nem gozos, nem sentimentos espirituais e sim, numa viva morte de cruz para o sentido e para o espírito, no interior e no exterior.” In: São João da Cruz. A Subida do Monte Carmelo. Editora Vozes, Petrópolis, 2010. P. 117.


Todos pediam sua morte, todos O odiavam, todos O injuriavam. Tudo isto fazia Jesus sofrer imensamente mais que as inexprimíveis dores que pesavam sobre seu corpo. E havia pior. Havia o pior dos males. Havia o pecado, o pecado declarado, o pecado protuberante, o pecado atroz. Se todas aquelas ingratidões fossem feitas ao melhor dos homens já seriam absurdas, mas elas eram feitas ao Homem – Deus e constituíam contra a Trindade Santíssima um pecado supremo. Eis aí o mal da injustiça e da ingratidão. “- Plínio Correa de Oliveira; in: Via Sacra. Pigma Gráfica e Editora, São Paulo, 2017. P. 11

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Bergoglio promove nova via sacra para limpar a barra dos judeus

 
A associação de Bergoglio a judeus como Skorka, na foto acima, é abjeta, escandalosa e ofensiva. Os judeus são inimigos arqui-seculares da Igreja Católica a quem desejam destruir.  
 
 
 
 
 
 
Já não bastassem as vias sacras escandalosas realizadas nas últimas duas JMJs - Rio 2013 e Cracóvia 2016 ( http://www.traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A691-Stations.htm) - teremos amanhã, em Roma, mais um ato ofensivo à memória da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo ( http://www.acidigital.com/noticias/as-novas-estacoes-da-via-sacra-do-papa-francisco-na-sexta-feira-santa-63874/).
 
O Vaticano optou por nomear uma biblista francesa, Anne-Marie Pelletier, para organizar a via sacra deste ano. A sr. Pelletier decidiu inovar inserindo novas estações com o seguinte fito:
 
"Então, “decidi inserir a negação de Pedro e a cena em que Pilatos, consultado pelas autoridades judaicas, declara também ele que Cristo deveria ser crucificado. Para mim era muito importante querer recordar, nesta circunstância, judeus e pagãos unidos na cumplicidade da condenação à morte de Jesus”."
 
A declaração da biblista é sintomática: o objetivo é reduzir o papel e a culpa dos judeus no processo de Jesus. A finalidade é colocar no mesmo plano a culpa de pagãos e judeus. Porém não é isso que Nosso Senhor Jesus Cristo diz no seu evangelho. 
 
Os judeus podiam tê-lo reconhecido como profeta, messias e Deus mas se recusaram, por pura má vontade. Os romanos não o conheceram porque não tinham as profecias. Erraram mais por ignorância que por malícia: ainda que Pilatos soubesse que Jesus era um homem justo, aplicou a sentença mais por medo do povo que por ódio a Cristo. Bem diferente foi o caso dos Judeus que odiavam Cristo e queriam matar-lhe desde os primórdios de seu ministério. Em Nazaré, quando anunciou na Sinagoga que nele se cumpriam as profecias que Isaías tinha feito acerca do tempo de graça que seria inaugurado pelo Messias, tentaram lançá-lo de um penhasco, mas disso se livrou Jesus, fugindo em meio a confusão causada pelos Judeus. Tão grande era este ódio que se dizia que "todavia ninguém falava dele abertamente, por medo dos judeus."(João 7,13).  
 
O mesmo evangelho decreta a suprema culpabilidade dos Judeus: "Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem. Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus. E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou. E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.(João 19, 5-11).
 
Sabemos bem a quem isso serve: reduzir a culpa judaica ajuda a criar uma aura de positividade sobre o povo deicida. E isso prepara o advento do Anticristo judeu (http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2016/01/o-anticristo-e-o-papel-dos-judeus-nos.html).
 
 Bergoglio está a trabalhar, decisivamente, para subjugar a Igreja à influência judaica o que, no fim das contas, submeterá a organização eclesiástica ao poder do falso messias hebraico quando ele se apresentar. Basta ligarmos os pontos: a ONU é uma organização inspirada num ideário judaico como já mostramos aqui ( http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014_08_01_archive.html); Bergoglio vem dobrando-se à ONU ( http://catolicidadetradit.blogspot.com.br/2014/01/a-tacada-final-para-o-anticristo-onu.html), além de manter proximidade a vários rabinos de proa. Agora favorece, explicitamente uma nova via sacra que reduz a culpa dos hebreus no assassinato de Deus.
 
Quem tem olhos de ver que veja!
 
Rafael G. Queiroz.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Olavo confessa que não é católico!




Senhores, desta vez não há mais para onde os aluninhos "católicos" do guru paulista correrem. Não é mais possível dizer que ele é católico, pois o mesmo acaba de afirmar que não é. 


Pois vejamos: 






Reparem; Olavo diz textualmente que:

1- Mesmo depois da queda de Adão a nossa inteligência pode alcançar POR SI MESMA, POR SUAS FORÇAS, o infinito e o absoluto, ou seja, Deus. 

Contra isso diz a Igreja: 

" Nas condições históricas em que se encontra o homem enfrenta muitas dificuldades para conhecer a Deus apenas com a luz de sua razão

[...] As verdades que se referem a Deus e às relações entre os homens e Deus são verdades que transcendem completamente a ordem das coisas sensíveis...a inteligência humana, na aquisição destas verdades, encontra dificuldades tanto por parte dos sentidos e da imaginação como por parte das más inclinações, provenientes do pecado original" - Catecismo da Igreja Católica, número 37(In: Pio XII, Encíclica Humani Generis).

2- A inteligência é que dá acesso a esfera do infinito ( a esfera do divino )

Contra isso diz a Igreja que, mesmo no estado pré-queda, Adão foi elevado a esfera do infinito - da união com Deus - pela graça. 

Olavo nega os efeitos do pecado original e o papel da graça. 


Para não deixar dúvidas de que o mesmo nega o papel da graça mas uma confissão do próprio:


Vejam que ele frisa o SOMENTE!

Somente o cultivo da inteligência leva o homem para além e acima de si. É como se a inteligência humana fosse, no fundo, divina. 


Isso mostra que Olavo continua seguidor das doutrinas do esotérico e maçom René Guénon pois vejamos: 

1- Guénon diz que o Intelecto humano é o próprio Logos divino, e que, por isso, o conhecimento identifica sujeito e objeto; que conhecer é ser; 

2- Guénon usa intelectualidade como sinônimo de espiritualidade, já que, para ele, e para os "tradicionalistas", o Intelecto humano é o Espírito divino, o Logos:

"não pode haver para ele - para o homem - nenhuma diferença efetiva entre seu espírito e o intelecto, nem, em conseqüência, entre espiritualidade e intelectualidade verdadeiras."(René Guénon, Espírito e Intelecto in Mélanges, p.52).

Ora esta é a mesma doutrina de Olavo, confessada por ele em 1998; ele continua o mesmo, pensando igual; apenas disfarça bem o seu perenialismo sob a capa de uma mentirosa conversão ao catolicismo:

"a Filosofia no sentido mais puro", buscando "a unidade do conhecimento" encontra Deus no mais fundo da consciência humana " (Cfr. Olavo de Carvalho, Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, bloco 8, junho de 1998, p. 15).

Vejam o que Olavo dizia outrora: 

"O que dá sua coerência e inteireza ao conhecimento é a unidade do sujeito cognoscente, mas não num sentido kantiano, pois não se trata aqui do sujeito individual - ou geral, que é uma simples extensão do individual - e sim do sujeito identificado e reintegrado ao Absoluto... A unidade do mundo repousa na unidade do Intelecto, ou Logos, que é a unidade de Deus". (Olavo de Carvalho, Astrologia e Religião, p. 63-64). 

"Deus não é "exterior" à consciência: é o seu núcleo mais íntimo e pessoal" "Todo ser humano possui esse núcleo". "Descoberto sob a dupla aparência de consciência e de presença, é o mesmo Logos, a mesma Inteligência que se manifesta dentro e em torno de nós, que dialoga comigo sempre que um homem vê uma pedra e a pedra é mostrada ao homem"(Olavo de Carvalho, artigo Lux in Tenebris", in Jornal da Tarde, 25- XII- 1997).


Então, segundo Olavo, o homem teria faculdades em comum com o próprio Deus. 


O guru ainda dá ênfase ao esforço intelectual mais que ao moral na vida espiritual:


A Igreja, no que tange a vida espiritual, sempre frisou a necessidade do combate moral à tríplice concupiscência e as más paixões; mas Olavo seguindo Guénon que coloca a moral no plano da ação, logo coloco-a no plano da manifestação o que em sua teoria esotérica é o mundo da ilusão:

Manifestação=ação=ilusão x metafísica=inteligência= verdade. 

Por que Guénon põe a moral no plano da ilusão e engano? Porque ele, como bom esotérico, advoga que este mundo é fruto da criação do Demiurgo, um ser inferior ao Deus Infinito. Este mundo não seria exatamente criação de Deus e nem a moral que rege nossa conduta, seria decorrente de Deus mas sim do Demiurgo. Por isso o repúdio à moral e a exaltação do intelecto como meio de se libertar e atingir Deus. 

Para provar de vez que Olavo considera que é a vida intelectual o topo da vida espiritual e não as virtudes cristãs teologais - fé, esperança e caridade - vejamos:




Olavo diz que:

1- Alta cultura é a MÁXIMA PERFEIÇÃO DA CONSCIÊNCIA

2- Alta cultura é a parte mais NOBRE DA ASCESE ( E a penitência? E o combate espiritual?)


Mediante tais critérios nos perguntamos como santos analfabetos como Santa Joana D' Arc e São Benedito, ou santos com imensas dificuldades cognitivas, como São João Maria Vianney, puderam se santificar já que estavam completamente alheios a alta cultura!

O que fica de tudo isto é que devemos duvidar, decididamente, da capacidade cognitiva de católicos que ainda conseguem ver na doutrina olavista alguma compatibilidade com a fé da Igreja. Chamar um miserável como Olavo de "filósofo católico" é uma blasfêmia. O homem continua seguidor da Gnose de Guénon e só finge ser católico para penetrar os postulados esotéricos na Igreja via criação de uma elite intelectual a seu serviço. 


Rafael G. Queiroz